Saúde - Saturday, 24/2/2007 1:46 - 0 Comentários

Erro médico pode ter matado bebê de 10 meses

HORA H

Um caso de provável erro médico abalou Vila de Cava, em Nova Iguaçu, na véspera do carnaval deste ano. Depois de ser levado pelos pais o eletricista, Leonardo da Silva, 26, e Mônica da Silva Alves, 24, à Unidade Mista de Saúde do bairro, na sexta-feira (16), o bebê Lucas Daniel Alves da Silva, de apenas 10 meses, bastante febril foi parar no Hospital Infantil de Belford Roxo, onde morreu vítima de pneumonia, no sábado de carnaval, às 11h10.

Na denúncia ao HORA H, a família de Lucas responsabiliza o primeiro atendimento na Unidade Mista de Vila de Cava como fatal à vida da criança. “Por volta de 17h de sexta-feira, levamos o Lucas à unidade. Depois de examinar o menino de forma superficial, sem fazer qualquer exame, o médico José Alves Neto disse que era apenas um resfriadozinho e mandou que o levássemos de volta para casa, que tudo ia passar. À noitsem fazer qualquer exame, o médico José Alves Neto, disse que e ele piorou e tivemos de levá-lo ao hospital em Belford Roxo. Lá chegando foi constatado que a pneumonia havia tomado seu pulmão e afetado o organismo todo”, conta Leonardo.

Mônica, a mãe, estava muito abalada no momento da reportagem e preferiu ficar em casa.

Ocorrências se repetem na unidade e assustam

Ao conversar com moradores, a reportagem do HORA H constatou que casos de mau-atendimento e com vítimas fatais estão ocorrendo há algum tempo na unidade, administrada pela Secretaria de Saúde de Nova Iguaçu.

A morte do pequeno Lucas revoltou não só os moradores no bairro. Funcionários da própria Unidade Mista recomendaram a divulgação do ocorrido e confirmaram às famílias a sequência de erros de diagnósticos.

A dona-de-casa divorciada, Fabiana Aparecida da Costa Alves, 26, escapou por pouco da morte. Há três meses, grávida, foi até o local sentindo dor intensa. Diagnosticaram a existência de gases. Levada para o Hospital do Exército foi constatada hemorragia e a cirurgia realizada para retirada das trompas infeccionadas.

Alerta contra o perigo existente

Os avós do menino, Olívia Alves, 53, e Ademir Alves, 54, falaram da morte do neto com tristeza, mas em tom de alerta, para famílias que tenham crianças e também aos responsáveis pela Saúde no município. “Não entraremos na Justiça requerendo indenização, pois achamos que o dinheiro não trará o Luquinha de volta”, afirmou dona Olívia.

“Com a matéria sobre esse erro de diagnóstico que matou o menino, as pessoas podem despertar para o perigo de levar doentes à Unidade Mista aqui do bairro”, acrescentou o avô.

Dona Olívia se disse mais revoltada com o fato de o médico dizer que o pulmão do bebê estava limpo e sem nenhum risco. “Ele passou receita com dipirona e outros remédios que não me lembro, mesmo o Lucas chorando muito na hora do atendimento”.
“É preciso denunciar casos e médicos assim. É necessário mostrar os médicos despreparados e as unidades de Saúde mal-administradas que temos perto de casa”, afirmou Ademir Alves.

http://www.jornalhorah.com.br/



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