Policial - Monday, 25/6/2007 18:47 - 0 Comentários

Cúmplice de sogra pega 18 anos de cadeia

JORNAL HORA H

Izabel Cristina de Freitas Godinho, de 44 anos, acusada de intermediar a contratação de Gladstone Pereira, apontado como autor dos disparos que acabaram com a vida da professora Lia Gomes da Silva, em agosto de 2006, foi condenada a 18 anos de cadeia ontem no Tribunal do Júri de Queimados.

Ela foi a terceira envolvida no assassinato da vítima, que fora seqüestrada em São João de Meriti, a caminho do trabalho. Iniciado às 9h48, portanto com quase uma hora de atraso, o julgamento, presidido pelo juiz Marco José Mattos Couto. A sentença foi dada pouco depois das 19h, após ‘duelo’ travado entre o promotor Frederico Bonfatti e a defesa da acusada.

No início, defesa e acusação escolheram os sete cidadãos que compuseram o júri e depois o juiz fez a leitura da denúncia do Ministério Público para que os jurados tomassem pleno conhecimento do processo.

Interrogada, Izabel Cristina negou envolvimento com a morte de Lia e disse que teve apenas dois contatos com Solange Reinaldo Viana, 53, apontada como mandante do crime e inocentada, em maio, por 4 a 3 no mesmo Tribunal. Seu julgamento foi anulado dias depois e ela encontra-se foragida da Justiça.

CONFISSÃO DO ASSASSINO

A acusada disse ainda que Gladstone teria confessado a ela, por telefone, que cometeu o crime, mas inocentou seu filho, Thiago Freitas London, também preso, mas que ainda não foi julgado.

Izabel Cristina contou que Solange não gostava de Lia e não queria que a vítima reatasse o relacionamento com o filho dela, o militar da Marinha Emerson Reinaldo Viana. Ela também disse que Alessandra Campelo, condenada a 5,5 anos de cadeia, temia perder Emerson para Lia. “Ela não queria perder ele, por ele ser da Marinha e ter casa própria”, disse ela ao juiz.

CARA-DE-PAU

Mãe da professora Lia, Eunice Gomes disse que tinha esperança de que Izabel Cristina fosse condenada. “Ela merece uma punição exemplar. Nunca deixamos de acreditar na Justiça, mesmo após àquela mulher ter sido inocentada”, disse ela. Um fato causou estranheza e até mesmo revolta nos familiares da vítima: Natã da Silva Rozeira, que defendeu Solange em julgamento que foi anulado, esteve ontem no fórum.

Durante a sessão, ao entrar no Tribunal do Júri, ele foi imediatamente expulso pelo juiz. “É um cara-de-pau”, comentou um dos parentes.

Ex-marido foi considerado suspeito

O assassinato da professora Lia ocorreu na manhã do dia 1º de agosto de 2006, quando ela seguia para o trabalho, numa escola particular em Vilar dos Teles, São João de Meriti. Dois homens em um Vectra branco a renderam e a colocaram dentro do veículo, que seguiu para Queimados. Onde ela foi morta com dois tiros.

No início a suspeita do crime recaiu sobre Emerson, separado de Lia e com que ela brigava pela guarda da filha. Apesar disso, segundo Emerson, o casal pensava numa reconciliação, fato que desagradava muito à mãe do militar, Solange. Emerson chegou a ser preso, mas logo depois a polícia descobriu que Solange estava envolvida na morte da ex-nora e acabou confessando o crime, na época.

Alessandra Campelo foi a primeira a ser julgada, sendo condenada a 5,5 após ser beneficiada pela delação premiada ao colaborar com a Justiça.

Advogado fez a maior lambança

Uma semana após o julgamento de Alessandra, foi a vez de Solange enfrentar o júri popular mas, para surpresa de todos, ela acabou inocentada da acusação por 4 votos a 3 e saiu livre, causando revolta nos parentes da vítima e comoção na população.

O julgamento de Solange foi anulado após um furo de reportagem do HORA H, que revelou a condição ilegal de seu advogado, Natã da Silva Rozeira, que é fiscal de tributos da Prefeitura de Belford Roxo, cargo incompatível com o exercício da advocacia.

O juiz Marco José Mattos Couto decidiu então anular o julgamento e expedir mandado de prisão para a ré, que desde então está foragida e é caçada pela polícia em todo o estado.



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Cúmplice de sogra pega 18 anos de cadeia

JORNAL HORA H

Izabel Cristina de Freitas Godinho, de 44 anos, acusada de intermediar a contratação de Gladstone Pereira, apontado como autor dos disparos que acabaram com a vida da professora Lia Gomes da Silva, em agosto de 2006, foi condenada a 18 anos de cadeia ontem no Tribunal do Júri de Queimados.

Ela foi a terceira envolvida no assassinato da vítima, que fora seqüestrada em São João de Meriti, a caminho do trabalho. Iniciado às 9h48, portanto com quase uma hora de atraso, o julgamento, presidido pelo juiz Marco José Mattos Couto. A sentença foi dada pouco depois das 19h, após ‘duelo’ travado entre o promotor Frederico Bonfatti e a defesa da acusada.

No início, defesa e acusação escolheram os sete cidadãos que compuseram o júri e depois o juiz fez a leitura da denúncia do Ministério Público para que os jurados tomassem pleno conhecimento do processo.

Interrogada, Izabel Cristina negou envolvimento com a morte de Lia e disse que teve apenas dois contatos com Solange Reinaldo Viana, 53, apontada como mandante do crime e inocentada, em maio, por 4 a 3 no mesmo Tribunal. Seu julgamento foi anulado dias depois e ela encontra-se foragida da Justiça.

CONFISSÃO DO ASSASSINO

A acusada disse ainda que Gladstone teria confessado a ela, por telefone, que cometeu o crime, mas inocentou seu filho, Thiago Freitas London, também preso, mas que ainda não foi julgado.

Izabel Cristina contou que Solange não gostava de Lia e não queria que a vítima reatasse o relacionamento com o filho dela, o militar da Marinha Emerson Reinaldo Viana. Ela também disse que Alessandra Campelo, condenada a 5,5 anos de cadeia, temia perder Emerson para Lia. “Ela não queria perder ele, por ele ser da Marinha e ter casa própria”, disse ela ao juiz.

CARA-DE-PAU

Mãe da professora Lia, Eunice Gomes disse que tinha esperança de que Izabel Cristina fosse condenada. “Ela merece uma punição exemplar. Nunca deixamos de acreditar na Justiça, mesmo após àquela mulher ter sido inocentada”, disse ela. Um fato causou estranheza e até mesmo revolta nos familiares da vítima: Natã da Silva Rozeira, que defendeu Solange em julgamento que foi anulado, esteve ontem no fórum.

Durante a sessão, ao entrar no Tribunal do Júri, ele foi imediatamente expulso pelo juiz. “É um cara-de-pau”, comentou um dos parentes.

Ex-marido foi considerado suspeito

O assassinato da professora Lia ocorreu na manhã do dia 1º de agosto de 2006, quando ela seguia para o trabalho, numa escola particular em Vilar dos Teles, São João de Meriti. Dois homens em um Vectra branco a renderam e a colocaram dentro do veículo, que seguiu para Queimados. Onde ela foi morta com dois tiros.

No início a suspeita do crime recaiu sobre Emerson, separado de Lia e com que ela brigava pela guarda da filha. Apesar disso, segundo Emerson, o casal pensava numa reconciliação, fato que desagradava muito à mãe do militar, Solange. Emerson chegou a ser preso, mas logo depois a polícia descobriu que Solange estava envolvida na morte da ex-nora e acabou confessando o crime, na época.

Alessandra Campelo foi a primeira a ser julgada, sendo condenada a 5,5 após ser beneficiada pela delação premiada ao colaborar com a Justiça.

Advogado fez a maior lambança

Uma semana após o julgamento de Alessandra, foi a vez de Solange enfrentar o júri popular mas, para surpresa de todos, ela acabou inocentada da acusação por 4 votos a 3 e saiu livre, causando revolta nos parentes da vítima e comoção na população.

O julgamento de Solange foi anulado após um furo de reportagem do HORA H, que revelou a condição ilegal de seu advogado, Natã da Silva Rozeira, que é fiscal de tributos da Prefeitura de Belford Roxo, cargo incompatível com o exercício da advocacia.

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