Cultura - Friday, 29/2/2008 10:45 - 0 Comentários
Inepac inicia na Baixada Fluminense programa de educação patrimonial
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Desde o último dia 18, junto com a abertura do ano letivo 2008, o Estado do Rio de Janeiro começou a desenvolver o maior programa de educação para o patrimônio cultural do país voltado para professores e estudantes. A idéia é atingir na primeira fase, já no segundo semestre, 800 mil alunos da rede pública estadual - e municipal, a partir de convênios com as prefeituras -até alcançar quatro milhões de estudantes.
Trata-se do Programa Integrado de Educação para o Patrimônio Cultural (PIEPC), do Inepac (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), órgão da Secretaria de Cultura, realizado em parceria com a Secretaria de Educação. O projeto-piloto abrangerá inicialmente a Região Metropolitana, em especial os 13 municípios da Baixada Fluminense, mas a intenção ainda este ano é a de ampliar o programa a todas as regiões do Estado do Rio.
O PIEPC tem por objetivos tratar a "memória" como meio de compreensão da dinâmica cultural geradora de movimentos de mudança e transformação; possibilitar a investigação do objeto cultural em seu contexto histórico-temporal; além de promover a interação de docentes com instituições responsáveis e de valorização do patrimônio, e a capacitação de professores.
Segundo o presidente do Inepac, Marcus Monteiro Nogueira, a eleição da Baixada Fluminense servirá para dar o ponta-pé inicial ao programa que responde à demanda da região por ações de governo voltadas à manutenção e preservação do patrimônio cultural, ao riquíssimo acervo local inventariado em todos os municípios e ao pensamento do governador Sérgio Cabral de valorizar e desenvolver, inclusive culturalmente, essa região estratégica do Estado do Rio.
O Programa Integrado de Educação para o Patrimônio Cultural vai capacitar e qualificar, no primeiro semestre, professores da rede estadual na área de Educação para o Patrimônio Cultural por meio de palestras, oficinas, referências bibliográficas, métodos de avaliação e apresentação de experiências. Paralelamente, o Inepac também atuará junto aos profissionais da rede municipal que tenham interesse em levar o PIEPC às salas de aula de cada município.
- Em razão da capilaridade do programa, certamente até o final do ano alcançaremos pelo menos quatro milhões de pessoas entre estudantes, pais de alunos e familiares, artistas e animadores culturais envolvidos. O programa não se encerra com o fim do ano letivo, pois não é de formação, mas de consciência individual e coletiva - explica Marcus Nogueira.
O programa será implementado por meio de projetos e campanhas institucionais com ênfase na cultura de preservação do patrimônio edificado - casarios, igrejas, fazendas, monumentos -, natural e imaterial.
- Antes de trabalharmos o aluno, as ações serão inicialmente voltadas para os professores, com o objetivo de sensibilizá-los para a importância do patrimônio cultural como fator essencial à formação da identidade cultural de uma sociedade e a difusão desse conhecimento nas escolas públicas - detalhou ele.
Entre outras ações, o Inepac realizará na Baixada Fluminense um seminário como projeto-piloto e mais nove outros - dois em duas outras áreas da Região Metropolitana e um em cada região fluminense; o curso "Folclore Fluminense para Professores"; publicação de revistas e cadernos regionais, além de guias de preservação e conservação de acervos escolares; e o desenvolvimento do "Inepaquinho", página na Internet voltada para crianças e adolescentes, em parceria com o Proderj, a ser lançado ainda este ano.
Cada escola da rede estadual terá de dois a quatro professores capacitados pelo Inepac para desenvolver o Programa Integrado de Educação para o Patrimônio Cultural. Na Baixada, já a partir desta segunda-feira, os professores em processo de qualificação iniciam o ano letivo com um kit de quatro obras completas, como Baixada Fluminense: A Construção de uma História, com 272 páginas, e Baixada Fluminense… Memória Fotográfica, com 170 fotos antigas da região.
- Com este programa estamos inaugurando uma rotina permanente que vai possibilitar às comunidades se apropriarem do patrimônio cultural que lhes pertence. E, dessa forma, vislumbrar a possibilidade de fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania, bem como a construção de um processo de preservação sustentável de bens culturais - destacou Marcus Monteiro.
O presidente do Inepac ressaltou, ainda, que a Educação para o Patrimônio Cultural provocará situações de aprendizagem integrando o processo cultural e seus produtos e manifestações.
- A idéia é que o programa desperte nos alunos o interesse pelo ambiente histórico em que vive e, conseqüentemente, a valorização da sua cultura e o aprofundamento no conhecimento da vida de sua comunidade - completou Marcus Monteiro.
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