A Cidade de Nilo

Nilópolis em 1932

Nilópolis em 1932  

Em 1916, formou-se uma agremiação chamada “Bloco Progresso de Nilópolis”. Dai em diante tudo foi caminhando a todo vapor. Os grandes homens do “Bloco”, encabeçados pelo Coronel Júlio de Abreu, com a ajuda dos amigos políticos importantes do Rio de Janeiro e São Paulo, e tendo como presidente de honra Nilo Peçanha, trouxeram o serviço de abastecimento de água potável, igrejas, comércio, imprensa, pontes, ligando o lugarejo as terras de Anchieta; a primeira escola municipal e estadual e até um recenseamento que registrou nas terras o número de habitantes (5.183) e residências (1.352).

Rua Mário Monteiro, atual Lúcio Tavares em 1932

Rua Mário Monteiro, atual Lúcio Tavares em 1932  

Em 1921, já quase não se encontrava qualquer vestígio da velha Fazenda São Matheus, e o lugarejo Engenheiro Neiva já tomava formas de cidade. Então, através de um memorial do povo ao, então, Ministro da Viação, Pires do Rio, a partir de 01 de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível é mudado o nome para Nilópolis; uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha, que muitos benefícios trouxe para as terras e que governou o Brasil de 1909 à 1910. Por trás disso existe uma coincidência histórica: criador do Serviço Nacional de Proteção ao Índio, órgão que originou a Funai, Nilo Peçanha beneficiou uma cidade inicialmente habitada por índios Jacutingas.

Avenida Mirandela esquina com Getúlio de Moura em 1929

Avenida Mirandela esquina com Getúlio de Moura em 1929  

Um mês após o 7º Distrito de Nova Iguaçu receber o novo nome o fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece, após ver o seu sonho realizado. Da década de 20 até o final da década de 40, o progresso avança. Cria-se uma banda de música para alegrar as festividades. Sob a batuta do maestro Djalma do Carmo, a banda Lira Fluminense vai marcando com sucesso cada grande realização.

Abertura de rua em 1925

As ruas foram sendo abertas possibilitando a ocupação de todos os espaços  

E as coisas continuam surgindo: uma linha de ônibus, ligando Nilópolis à São Matheus (em São João de Meriti), em 31 de Março de 1932 surge o primeiro Colégio Particular, era o então Ginásio Profissional de Nilópolis (atual Colégio Nilopolitano) que é considerado a primeira escola particular da atual Nilópolis, Cemitério de Olinda, Estação de Trem de Olinda, Agência dos Correios, dentre outras. Em 1936 instala-se a primeira agência bancária, o Banco Lavoura. De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso, o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação (1938). No início da década de 40, funda-se o Instituto Filgueiras, o Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis, o Esporte Clube Nova Cidade e o Colégio Anacleto de Queiroz.

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