Equipes formadas por alunos de escolas estaduais de Nova Iguaçu disputam torneios de robótica

O First Lego League e o First Tech Challenge serão realizados simultaneamente na Escola Firjan Sesi da Baixada Fluminense, nesta quinta e sexta-feira

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Equipes formadas por alunos de escolas estaduais de Nova Iguaçu vão disputar duas importantes competições de robótica do país, a First Lego League (FLL) e a First Tech Challenge (FTC), que acontecerão simultaneamente na Escola Firjan Sesi, do mesmo município da Baixada Fluminense, nesta quinta e sexta-feira (4 e 5/12). Os competidores são do Colégio Estadual Maria Justiniano Fernandes, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia e do Colégio Estadual Bernardino Mello Júnior.

— A participação da nossa equipe nesses eventos mostra a força de um projeto que está se consolidando, cada vez mais, em nossa região. A Rex Tech nos enche de orgulho. Estamos muito animados e confiantes, pelo belo trabalho desenvolvido por esses estudantes — diz Adriana Igrejas, a orgulhosa diretora do Colégio Estadual Maria Justiniano Fernandes, onde estudam os integrantes da Rex Tech.

A First Lego League (FLL) é uma competição de robótica para jovens de 9 a 15 anos na qual as equipes precisam construir robôs com blocos de Lego e criar um projeto de inovação relacionado ao tema da temporada. Neste ano, o tema será Unearthed (desenterrado, em tradução para o português), focado em arqueologia.

A equipe Rex Tech disputará a FLL com dois times. Ela já é considerada uma das principais do país, com conquistas em diversas competições, como o Roboworld Cup Fira 2024, realizado no Maranhão, em agosto de 2024. Os integrantes foram os grandes vencedores do campeonato mundial no torneio Missão Impossível e também ficaram em segundo lugar na disputa Cabo de Guerra, ambas até 14 anos.

A equipe Shark Team, do Ciep 345 Y-Juca Pirama Intercultural Brasil-Suécia, também participará do mesmo torneio na Baixada. No entanto, os jovens são estreantes neste tipo de competição.
— Essa participação representa uma oportunidade significativa para que nossos alunos ampliem suas habilidades, fortaleçam a criatividade e desenvolvam autonomia e trabalho em equipe. Eles têm demonstrado grande dedicação durante a preparação, e isso revela o potencial extraordinário que cada um possui — comenta Evellin Tavares de Lima Fernandes, diretora do Ciep 345.

Mais do que resultados ou premiações, a gestora afirma que valoriza o processo de aprendizagem, o entusiasmo e a confiança que essa vivência proporciona aos alunos.

— Estou muito orgulhosa do empenho deles e tenho certeza de que representarão nossa escola com responsabilidade e excelência — destaca Evellin.

Já o Spartan Team, do Colégio Estadual Bernardino Mello Júnior, participará como estreante da First Tech Challenge, um torneio em que os robôs são maiores e montados com diversas peças e vários dispositivos, além do Lego. A equipe é uma das mais tradicionais no cenário da robótica no Brasil, com diversos prêmios no país e no exterior.

— A motivação dos alunos é visível no brilho dos olhos, na dedicação nas horas extras de estudo, nas ideias criativas para resolver problemas complexos. Cada desafio enfrentado, cada programação ajustada e cada apresentação realizada são momentos de aprendizado, superação e trabalho em equipe — conta Guilherme Machado, diretor do Colégio Bernardino Mello Júnior e precursor do ensino de robótica na rede.

Guilherme garante que os estudantes não participam apenas por competir, mas por acreditar que a ciência e a tecnologia são caminhos possíveis e acessíveis para mudar o mundo.
— A robótica despertou neles o gosto pela inovação, pela pesquisa e pelo pensamento crítico. Mais do que construir robôs, essa jornada representa a construção de futuros — resume o diretor.

Saiba mais sobre a robótica

A robótica educacional desenvolve a criatividade dos alunos, o raciocínio e a lógica na construção de maquetes e de programas. As aulas incentivam o trabalho em equipe, a cooperação, o planejamento, a pesquisa e a tomada de decisões, além de promover o diálogo e o respeito a diferentes opiniões e trabalhar a interdisciplinaridade, com conceitos de diversas áreas.
Assim, o trabalho em sala de aula, além da participação em competições, está proporcionando o surgimento de novos programadores e desenvolvedores.

— O cenário da robótica é muito mais do que um quadro futurista. Ele é inspirador. A robótica não utiliza somente as ciências exatas. Ela trabalha também essa capacidade de criação, toda essa questão cognitiva de atenção, de fazer, de acontecer, de dar certo. É um componente curricular que só vem enriquecer a qualidade do conhecimento — destaca a secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto, uma grande incentivadora desta atividade.

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