Palavra Líquida 2025 transforma Sesc na Baixada Fluminense em território de arte e celebração
De 5 a 14 de setembro, o Palavra Líquida 2025 ocupará 9 unidades do Sesc RJ (Copacabana, Madureira, Tijuca, Ramos, São João de Meriti, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Niterói e São Gonçalo) celebrando sua primeira década de existência. Nesta edição, o tema “Tempo e Festa” inspira uma programação múltipla, que atravessa linguagens e territórios para afirmar a palavra como gesto de memória, resistência e invenção.
A abertura oficial acontece na próxima sexta-feira, 5 de setembro, no Sesc Copacabana, com a intervenção de dança “Gorila de Saco: cultura popular em diálogo” e as conferências da escritora equatoriana Yuliana Ortiz Ruano e do cantor, poeta e pensador Tiganá Santana, que também apresenta o show “Tiganá Santana conta suas poéticas”, percorrendo repertórios de seus álbuns e trazendo ao palco canções em português, kimbundu, kikongo, espanhol e francês. O mesmo palco recebe no sábado (6) o show “Colmeia”, da poeta e cantora Mel Duarte, com participação especial da MC Martina e de Math Araújo.
Entre os destaques da programação estão o Encontrão dos Slams da Zona Norte, reunindo coletivos da Penha, Alemão e Ramos sob condução da poeta MC Martina; a celebração dos 30 anos da obra de Sonia Rosa, referência da literatura negro-afetiva para crianças e jovens; e o Encontro das Velhas Guardas, que aproxima sambistas históricos da Imperatriz Leopoldinense, Unidos de Manguinhos e Unidos da Grota, com participação especial de Geisa Ketti.
Na música, a edição traz nomes consagrados e da nova geração: Chico Tadeu, rapper de Madureira, com show autoral após a exibição do filme “Do Samba ao Sampler”; MC Marechal convida Medusa Andarilha, em uma performance que cruza rap e poesia; a cantora Déa Trancoso, com o espetáculo “Eu vejo o mundo nos olhos de Exu”; o rapper Rico Dalasam, um dos principais nomes da cena contemporânea; além de projetos que celebram tradições, como Samba na Serrinha, Roda de Samba do Candongueiro e o espetáculo infantil Quintal da Dona Guilhermina.
A dança também marca presença com a potência de Vogue Funk, que aproxima os universos do funk carioca e da cultura ballroom, e espetáculos como Griot, o conto e a mágica, que une circo, teatro e oralidade afro-diaspórica. O teatro é representado pela montagem A Palavra que Resta, história de amor e resistência ambientada no sertão nordestino adaptada do romance homônimo de Stênio Gardel.
Nas artes visuais, duas exposições provocam reflexão: “Obirikiti”, no Sesc São Gonçalo, com obras de artistas e coletivos que pensam o tempo como movimento circular, e “Festa pra quem?”, intervenção no Sesc Duque de Caxias que tematiza a relação entre festas, povos indígenas e resistência.
O Palavra Líquida também abre espaço para oficinas e vivências. Estão na programação: “Escritas Ancestrais”, com Mel Duarte; “Jornada de Exu”, com Déa Trancoso; uma oficina de ritmos a partir do espetáculo 7 Caminos; a vivência com o Cacique Darci Tupã, da etnia Guarani Mbyá; e atividades formativas como Cordel, Embolada, Repente e Rap, com Clécio Rimas.
O audiovisual ganha protagonismo com exibições seguidas de debates, como “Do Samba ao Sampler, entre duas culturas”, “As Pastoras – Vozes Femininas do Samba”, “Diaspóricas 2” e “Diga meu nome”. Performances expandidas também integram a programação, como a cine-performance Transportar vagalumens, que mistura vídeo, dança, escultura e ocupação urbana.
O tema que consolida os dez anos do Palavra Líquida, “Tempo e Festa”, evoca sentidos que ultrapassam o cronos ocidental e apontam para outras cosmovisões. Na cosmovisão Angola-Congo, Tempo é uma divindade (Kitembo/Dembwa), distinta do cronos ocidental. Festa, no idioma quimbundo, é Kizomba: encontro, confraternização, festa do povo. Ao reunir esses sentidos, o projeto celebra sua primeira década reafirmando a palavra como força de encontro, criação e partilha, território onde memória e futuro se entrelaçam em permanente movimento.
Confira a programação completa: https://www.sescrio.org.br/palavraliquida/
SESC DUQUE DE CAXIAS
Sábado, 06 de setembro
15h – Música / Bethi Albano e O Quintal Mágico
A proposta visita festas, folguedos e tradições da cultura popular brasileira, oferecendo ao público a pesquisa que Bethi Albano desenvolve há mais de 30 anos como professora de música, compartilhando canções, danças e brincadeiras do universo encantado do Brasil profundo. Maria Clara, neta de Bethi, encanta com sua presença e deixa no ar o convite para que mais crianças se juntem ao Quintal Mágico. O projeto tem classificação livre.
Terça, 09 de setembro
14h – Audiovisual / Divino Maranhão
Documentário que acompanha os preparativos, ritos e significados da Festa do Divino Espírito Santo celebrada pela comunidade de imigrantes maranhenses radicada no Rio de Janeiro. As celebrações expressam suas relações comunitárias na medida em que as funções e papéis sociais são estabelecidos em sua estrutura ritual e são responsáveis por manter vivas as tradições dos maranhenses que buscaram construir suas vidas no Sudeste brasileiro.
Quarta, 10 de setembro
10h – Literatura / Cazuza, o lance da poesia
Através da poesia falada, Ramon Nunes Mello apresenta a trajetória poética de Cazuza: a beleza de sua poesia e, sobretudo, a relação legítima que ele cultivou entre a literatura e a música – que sempre foi assim, desde a adolescência. A performance poética é uma celebração da vida e obra de Cazuza, artista que enfrentou a aids, com dignidade e coragem – justamente o que permanece de Cazuza, além de seus belos versos.
Quinta, 11 de setembro
14h – Circo / Griot, o conto e a mágica
Partindo da leitura afro-diaspórica da arte mágica e firmando base na cultura da GRIOTAGEM, o espetáculo propõe multilinguagens artísticas, unindo mágica, teatro de sombras, teatro, manipulação de bonecos, malabares e pirofagia. Os Griots são as bibliotecas vivas do coletivo que representam e transmitem seu conhecimento através da oralidade, de geração em geração, assim como acontece com o circo-teatro no Brasil. Nosso Griot traz essa tradição oral africana aliada à tradição brasileira num espetáculo cheio de ilusões e muita magia. Aliar a aristocrática arte mágica à cultura africana de humildade é a tônica do espetáculo e o que o torna tão belo.
Sexta, 12 de setembro
15h – PARTO: Onde a palavra nasce
PARTO: Onde a palavra nasce é uma roda de conversa para lançamento do livro Parto, da escritora Thaís Reis, em que apresenta ao público seu processo de criação artística, para o nascimento da palavra escrita, que subverte a realidade em ficção. Neste encontro, a autora apresenta ao público a obra Parto e os caminhos que percorreu antes de ele nascer: o convite para escrevê-lo e a escolha pelo gênero conto; o processo de escrita, da realidade à ficção; as entrevistas realizadas com as mulheres; o diário de bordo destes encontros, registrados no percurso de criação literária; além da presença de Rodrigo Lima – produtor e poeta do projeto que financiou a produção
da obra; Ilsimar de Jesus, uma das mulheres entrevistadas, ativista pelo direito das mulheres-mães que perderam os filhos para a violência de Estado, prefacista do livro; Natália Rito, ilustradora; e Carol Brito, cantora e compositora de sete canções inspiradas nos contos da obra. Um encontro em que a palavra nasce e renasce em arte e em vida. O parto é coletivo.
Sábado, 13 de setembro
15h – Cinderela do Rio
Mafuane Oliveira com o seu “Chaveiroeiro Mágico”, um instrumento especial que abre as portas de todas as histórias do mundo convida o público para um mergulho nas águas de diferentes tradições culturais mesclando contos populares e autorais. Apresenta narrativas compostas por cantigas e brincadeiras que revelam a beleza e a singularidade de seres encantados do céu, da terra, do mar, das florestas e do viver no Brasil afrobrasileiro. A Cinderela do Rio é a história contada no novo livro de Mafuane Oliveira, inspirada em versões de Cinderela encontradas no nordeste brasileiro. O público se divertirá passeando por paisagens culturais e conhecendo outros ícones regionais: no lugar da fada madrinha temos um peixe encantado, uma rosa mágica, comadres, meninas de nome Maria e um rio que muda o curso da vida.
Exposição – Artes Visuais
“Festa pra quem?”
De 06 de setembro a 06 de novembro de 2025
A obra intitulada “Festa pra Quem?” realizada no mural do Sesc Duque de Caxias, provoca reflexões imediatas e profundas no público. A intervenção artística aborda de forma provocativa, as questões de tempo e festa, no contexto das lutas políticas e sociais envolvendo os povos indígenas no Brasil. Com utilização de técnicas e materiais diversos (como tinta de terra), a proposta reflete sobre o “tempo histórico”, ligado à luta pela preservação de terras e culturas, e o “tempo contemporâneo” das festas, que são subvertidas para se tornarem espaços de resistência e reflexão social.
SESC NOVA IGUAÇU
Sexta, 05 de setembro
14h – Literatura / Cinderela do Rio
Mafuane Oliveira com o seu “Chaveiroeiro Mágico”, um instrumento especial que abre as portas de todas as histórias do mundo convida o público para um mergulho nas águas de diferentes tradições culturais mesclando contos populares e autorais. Apresenta narrativas compostas por cantigas e brincadeiras que revelam a beleza e a singularidade de seres encantados do céu, da terra, do mar, das florestas e do viver no Brasil afrobrasileiro. A Cinderela do Rio é a história contada no novo livro de Mafuane Oliveira, inspirada em versões de Cinderela encontradas no nordeste brasileiro. O público se divertirá passeando por paisagens culturais e conhecendo outros ícones regionais: no lugar da fada madrinha temos um peixe encantado, uma rosa mágica, comadres, meninas de nome Maria e um rio que muda o curso da vida.
Terça, 09 de setembro
09h30 – Audiovisual / As Pastoras – Vozes Femininas do Samba
Nas escolas de samba as mulheres cantoras são chamadas de Pastoras. Suas vozes dão leveza ao samba. Nos primórdios, as mulheres, ao cantar em coro as composições que mais gostavam, determinavam qual seria o samba vencedor na quadra. Hoje, as Pastoras fazem parte da Velha Guarda e continuam a emprestar suas vozes aos sambas mais tradicionais de suas escolas. No Rio de Janeiro, a Portela foi uma das primeiras escolas de samba a manter viva essa tradição. Neste documentário, vamos conhecer a história das quatro Pastoras da Portela: Tia Surica, Neide Santana, Áurea Maria e Jane Carla.
14h – Audiovisual / Diaspóricas 2
A música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, se tornam o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música.
14h – Literatura / Alô Narrativas negras para a infância – De Carolina à Marielle
Leva ao público histórias infantis sobre duas personalidades negras com leitura e conversa sobre essas narrativas negras. Para começar o espetáculo, uma artista vai realizar uma leitura dramatizada da história dos livros selecionados e depois conduzirá um papo com a autora sobre a história e a personalidade homenageada. Ao final, o público também entrar nessa roda de conversa e história. Tudo isso deixando um Alô por onde passar.
18h- Audiovisual / Diga meu nome
Diga meu nome é um documentário que conta a história de duas mulheres trans brasileiras na luta pelo direito a ter o nome e o gênero com o qual se identificam em todos os documentos oficiais e que buscam respeito de suas famílias e da sociedade. Selem, 45 anos, é uma travesti; Diana, 22, mulher transexual.
Quarta, 10 de setembro
16h – Lançamento de Livro / PARTO: Onde a palavra
Uma roda de conversa para lançamento do livro Parto, da escritora Thaís Reis, em que apresenta ao público seu processo de criação artística, para o nascimento da palavra escrita, que subverte a realidade em ficção. Neste encontro, a autora apresenta ao público a obra Parto e os caminhos que percorreu antes de ele nascer: o convite para escrevê-lo e a escolha pelo gênero conto; o processo de escrita, da realidade à ficção; as entrevistas realizadas com as mulheres; o diário de bordo destes encontros, registrados no percurso de criação literária; além da presença de Rodrigo Lima – produtor e poeta do projeto que financiou a produção da obra; Ilsimar de Jesus, uma das mulheres entrevistadas, ativista pelo direito das mulheres-mães que perderam os filhos para a violência de Estado, prefacista do livro; Natália Rito, ilustradora; e Carol Brito, cantora e compositora de sete canções inspiradas nos contos da obra. Um encontro em que a palavra nasce e renasce em arte e em vida. O parto é coletivo.
Quinta, 11 de setembro
09h30 – Audiovisual / Mães do Derick
Quatro jovens criam um filho de nove anos em uma pequena cidade no litoral sul do Brasil. Lésbicas/bi, feministas, anarquistas, não monogâmicas, elas constroem com as próprias mãos uma casa em uma área de ocupação em meio à mata, encarando a ameaça iminente de expulsão por parte da polícia.
14h – Literatura / Contos para cultivar a alegria
A narradora Camila Costa, acompanhada pela musicista brincante Cacá Pitrez, convoca a plateia a restaurar a alegria, o riso e a festa como forças fundamentais à vida humana. Com direção cênica do palhaço Ricardo Gadelha, o espetáculo reúne histórias da tradição oral, cantos e ritmos brasileiros propondo ao público uma experiência viva para cultivar coletivamente a alegria.
14h – Audiovisual / Divino Maranhão
Documentário que acompanha os preparativos, ritos e significados da Festa do Divino Espírito Santo celebrada pela comunidade de imigrantes maranhenses radicada no Rio de Janeiro. As celebrações expressam suas relações comunitárias na medida em que as funções e papéis sociais são estabelecidos em sua estrutura ritual e são responsáveis por manter vivas as tradições dos maranhenses que buscaram construir suas vidas no Sudeste brasileiro.
18h – Audiovisual / Sessão de Curta
Congresso Internacional de Pássaros (4 min.) + Teatro de Máscaras (23 min.) + Inimigos Mortais e Outras Bobeiras (15 min.)
Sexta, 12 de setembro
19h – Dança / Vogue Funk
Das vielas para os palcos, das batalhas nas ruas para os holofotes, dos fios emaranhados dos postes ao fio dental das gatas. É o asfalto riscado pelos crias descalços da favela contra as quedas das manas trans de salto nas balls. É baile funk ou vogue ball? É VOGUE FUNK!
Sábado, 13 de setembro
15h às 17h – Oficina / Cine-performance transPORTAr vagalumens
Na oficina o público investiga o jogo entre a captação e a projeção da imagem em diferentes superfícies, através do uso de equipamentos e mecanismos (celular, tablet e projetor sem fio), se aproximando das proposições artísticas realizadas na performance que irá assistir. O intuito é estimular a relação do olhar e da escuta com o espaço, através do movimento e da criação de pequenos vídeos, usando a improvisação enquanto linguagem de construção. O material produzido será inserido na apresentação do cine-performance. A oficina é aberta a artistas e demais interessados e será acompanhada por uma profissional de áudio descrição.
15h – Música / Samba de Maria
Roda de Samba, composta pela cantora, compositora e multi-instrumentista Luara Oliveira e suas “comadres” parceiras, as instrumentistas Marilua Azevedo, Raquel Nascimento e Ludmila Santos, além de outras mulheres que serão convidadas para compor as rodas.
18h – Teatro / A Palavra que Resta
O espetáculo A Palavra que Resta narra a trajetória de Raimundo Gaudêncio de Freitas, que nascido no sertão nordestino, trabalhador da roça sem ter tido a chance de ir à escola, apaixona-se por seu grande amigo Cícero. Ao serem flagrados juntos, as duas famílias os separam: Cícero desaparece, deixando somente uma carta ao amado, que é expulso de casa pela mãe. Raimundo começa a trabalhar como ajudante de caminhoneiros e durante 50 anos permanece analfabeto; aos 71 anos quer aprender a ler para saber o que o amado havia lhe escrito.
19h – Audiovisual / Cine-performance transPORTAr vagalumens
Projeto de audiovisual expandido que mistura vídeo, performance, dança e escultura, realizado em movimento. Sete artistas caminham e carregam uma porta sobre rodas e dispositivos eletrônicos (celulares, ipads e projetores), transformando o espaço em palco/galeria/cinema e os corpos – tanto deles, da porta, quanto dos passantes – em agentes provocadores e espectadores da cena; borrando assim as fronteiras da arte-vida. Serão promovidas três oficinas para que o público investigue as proposições artísticas realizadas na performance, utilizando os equipamentos e mecanismos apresentados. Tanto as oficinas quanto as apresentações serão gratuitas e acompanhadas por áudio descrição.
Domingo, 14 de setembro
16h – Música / Quintal da Dona Guilhermina
Um espetáculo com bonecos, brincadeiras e músicas populares de várias regiões do Brasil: congados, sambas, cacuriás, bumba bois e afoxés. Um jardim cheio de bichos, brincadeiras e uma anfitriã muito animada, protetora e apaixonada pelo seu quintal. Dona Guilhermina, Maria Guilhermina Tereza Cambinda Sinoca das Aroeira, é avó, benzedeira e folgazã. Mantenedora das memórias do brincar, é ela que comanda os toques, os cantos e jogos corporais das rodas e cordões de sua comunidade. Um terreiro no mundo e do mundo! Para contar algumas histórias de seu quintal, Dona Guilhermina convida vários amigos brincantes que fazem uma linda apresentação com sonoridades e danças das tradições populares brasileiras. Além de cantigas e de toadas de mestres da música popular brasileira, o espetáculo conta com músicas autorais que foram gravadas no CD No Quintal de Dona Guilhermina. Voltado para crianças de diferentes idades, o espetáculo musical traz mensagens sobre cuidados e carinhos com a natureza e sua importância para o bem viver das pessoas, suas raízes e ancestralidades. Um espaço aberto ao mundo para o cultivo de alegrias, sonhos, belezas, alimentos, tudo o que precisamos para nutrir e fortalecer uns aos outros.
São João de Meriti
Sábado, 06 de setembro
18h – Literatura / Contos para cultivar a alegria
A narradora Camila Costa, acompanhada pela musicista brincante Cacá Pitrez, convoca a plateia a restaurar a alegria, o riso e a festa como forças fundamentais à vida humana. Com direção cênica do palhaço Ricardo Gadelha, o espetáculo reúne histórias da tradição oral, cantos e ritmos brasileiros propondo ao público uma experiência viva para cultivar coletivamente a alegria.
Terça, 09 de setembro
16h – Audiovisual / As Pastoras – Vozes Femininas do Samba
Nas escolas de samba as mulheres cantoras são chamadas de Pastoras. Suas vozes dão leveza ao samba. Nos primórdios, as mulheres, ao cantar em coro as composições que mais gostavam, determinavam qual seria o samba vencedor na quadra. Hoje, as Pastoras fazem parte da Velha Guarda e continuam a emprestar suas vozes aos sambas mais tradicionais de suas escolas. No Rio de Janeiro, a Portela foi uma das primeiras escolas de samba a manter viva essa tradição. Neste documentário, vamos conhecer a história das quatro Pastoras da Portela: Tia Surica, Neide Santana, Áurea Maria e Jane Carla.
Quarta, 10 de setembro
13h – Literatura / Sinais da Poesia
O projeto Sinais da Poesia promove a inclusão da cultura surda por meio da poesia em formato SLAM, destacando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como ferramenta artística. Em parceria com o INES, a iniciativa oferece oficinas de SLAM e Libras, culminando em apresentações poéticas e um show acessível.
17h – Audiovisual / Sessão de Curtas
Congresso Internacional de Pássaros (4 min.) + Teatro de Máscaras (23 min.) + Inimigos Mortais e Outras Bobeiras (15 min.)
Quinta, 11 de setembro
15h – Lançamento de Livro / PARTO: Onde a palavra
Uma roda de conversa para lançamento do livro Parto, da escritora Thaís Reis, em que apresenta ao público seu processo de criação artística, para o nascimento da palavra escrita, que subverte a realidade em ficção. Neste encontro, a autora apresenta ao público a obra Parto e os caminhos que percorreu antes de ele nascer: o convite para escrevê-lo e a escolha pelo gênero conto; o processo de escrita, da realidade à ficção; as entrevistas realizadas com as mulheres; o diário de bordo destes encontros, registrados no percurso de criação literária; além da presença de Rodrigo Lima – produtor e poeta do projeto que financiou a produção da obra; Ilsimar de Jesus, uma das mulheres entrevistadas, ativista pelo direito das mulheres-mães que perderam os filhos para a violência de Estado, prefacista do livro; Natália Rito, ilustradora; e Carol Brito, cantora e compositora de sete canções inspiradas nos contos da obra. Um encontro em que a palavra nasce e renasce em arte e em vida. O parto é coletivo.
17h – Audiovisual / Diaspóricas 2
A música brasileira é uma mulher negra e o encontro de mulheres em diáspora é capaz de ressignificar as opressões estruturais do racismo e do sexismo. As histórias das musicistas goianas Flávia Carolina, Kesyde Sheilla, Maximira Luciano e Inà Avessa se cruzam em um encontro musical e ancestral inédito para rememorar o passado e pensar um afrofuturo de possibilidade ao povo negro. Elas são terra, fogo e ar que, quando se encontram, se tornam o movimento das águas para fazer fluir a vida por meio da música.
Sexta, 12 de setembro
19h – Música / Tempo Vivo – MC Marechal Convida Medusa Andarilha
Marechal Convida Medusa é mais do que um show — é um chamado. No palco, não há dono; as palavras têm peso e cada batida pulsa nossa história. É poesia que respira no tempo, música que abraça o agora e conecta o que fomos com o que ainda seremos.
Sábado, 13 de setembro
18h – Dança / Vogue Funk
Das vielas para os palcos, das batalhas nas ruas para os holofotes, dos fios emaranhados dos postes ao fio dental das gatas. É o asfalto riscado pelos crias descalços da favela contra as quedas das manas trans de salto nas balls. É baile funk ou vogue ball? É VOGUE FUNK!
Domingo, 14 de setembro
16h – Dança / Gorila de Saco: cultura popular em diálogo
Na favela da Vila Vintém (RJ) existe uma entidade, não comentada, ainda muito presente na história dos moradores. Conhecido em algumas favelas fluminenses, o Gorila de Saco era uma alternativa para aqueles que queriam curtir o carnaval, mas não tinham dinheiro para participar dos grupos de Clóvis. As tiras de saco plástico que constroem o seu corpo são as mesmas que nos conduzem ao encontro dessas memórias, embaladas pelas vozes e corpos de quem, hoje, deseja reescrever essa história. O espetáculo evoca a potência manifesta do Gorila de Saco das travessas e becos onde ele ficou marcado pela violência, para reencantar essa entidade junto de quem, pouco a pouco, movimenta o seu retorno pacífico para o carnaval e a sua afirmação enquanto figura importante da cultura popular.
