Viaturas da PM no Rio terão câmeras com reconhecimento facial e leitura de placas

Instalação começa em novembro e será feita em mais de 2,8 mil veículos operacionais

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Ainda este ano, viaturas operacionais da Polícia Militar do Rio de Janeiro passarão a circular equipadas com câmeras embarcadas capazes de fazer reconhecimento facial e leitura de placas. O investimento, de R$ 114,8 milhões, foi oficializado pelo Governo do Estado com a assinatura de contrato publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (07/07).

Contrato e início da instalação

O acordo, firmado com o Consórcio RJ Vigilância e Inteligência, prevê a instalação dos equipamentos em 2.839 veículos da corporação que atuam na atividade-fim. O contrato foi formalizado em regime de comodato, com validade de 30 meses, e inclui a instalação, o armazenamento das imagens e assistência técnica permanente.

A instalação está prevista para começar em novembro de 2025 e seguirá ao longo de 2026. Segundo o governador Cláudio Castro, o objetivo é ampliar o uso de tecnologia para reforçar a segurança pública.

“As imagens geradas por essas novas câmeras vão potencializar muito a capacidade operacional do nosso policiamento ostensivo, que já conta com as câmeras operacionais portáteis”, afirmou.

Como serão as câmeras

Cada viatura terá três câmeras: uma interna e duas externas, instaladas na parte frontal do teto. As externas contam com dispositivos de alerta, sendo uma voltada à leitura de placas e outra ao reconhecimento facial. O material gravado é exibido em um monitor localizado no lado direito do painel.

O secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, destacou que o equipamento vai aumentar a transparência das ações e proteger legalmente os agentes em diversas ocorrências.

“O emprego das câmeras embarcadas vai contribuir muito para dar mais transparência às nossas ações, maior efetividade nas missões de patrulhamento, mais segurança à equipe, além de proteger legalmente nossos policiais”, disse.

Transmissão e armazenamento das imagens

Os novos dispositivos terão transmissão em tempo real de vídeo e áudio, além de GPS para localização das viaturas. As gravações de rotina serão armazenadas por 60 dias, enquanto as registradas em ocorrências permanecerão arquivadas por até um ano.

Atualmente, a PM já utiliza as câmeras corporais portáteis — mais de 13 mil unidades — e o videomonitoramento do programa 190 Integrado, cujas imagens são acompanhadas pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

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