Festival Varal transforma música, cinema e arte em mobilização solidária contra os impactos das enchentes na Baixada Fluminense
Projetos multi linguagem pode acontecer em diversas ordens, em diversos modelos: uma música que vira um filme, que vira um evento, que vira uma iniciativa social, e por aí vai. O Festival Varal é assim: uma música (‘Flor de Lótus‘, de NATÖ), que virou filme (Documentário ‘Varal‘), que virou evento com iniciativa social (Festival Varal). E o que permeia tudo isso é a vontade de fazer alguma diferença na vida de pessoas que sofrem com as enchentes na Baixada Fluminense há décadas.
O Festival Varal ocorreu de forma gratuita no dia 20/12/2025, no Midori Pub, e convocou o público para mutirão de doações de alimentos, roupas e itens diversos para pessoas em vulnerabilidade social e vítimas das enchentes na região de Xerém, com a distribuição dos itens arrecadados sendo realizada em parceria com o instituto Zeca Pagodinho. Na entrada do evento, o público foi recebido com um formulário de pesquisa sobre a relação individual e coletiva com o tema das enchentes.
A cenografia do evento contou com a construção de um varal coletivo com camisas de artistas, organizações e coletivos que promovem trabalhos de expressão de social e cultural na região.
Sua programação contou com um dia inteiro de atividades, dentre as quais faziam parte a exibição de quatro filmes autorais de diretores locais que valorizam e enaltecem a identidade do território seguidos de roda de conversa, feira livre de arte e gastronomia e apresentações musicais diversas.
Os filmes “Entre as Linhas” de Guilherme Leopoldo, que fala um pouco sobre a relação do baixadense com o futebol; “Existe Amor na BXD”, de Marina Maux, que reacende e reafirma o amor da Baixada pela Baixada; “Quem faz o Rio” de Vivi Dias, que mostra o universo dos feirantes de forma bem intimista a partir da vivência da diretora com os personagens; e “FNM – A Vila de Operários” de Maria Carolina Gomes, que celebra a luta, a identidade e as memórias dos trabalhadores da fábrica, um marco industrial brasileiro que produziu os primeiros caminhões do país e gerou uma rica cultura local.
Dentre as atividades, rolou muita música. Teve de tudo: muito rap e rock com o Movimento da Roda, Set do Dj Sabat com Jxao e NATÖ de convidados, Armazém Bota Som com muito soul e o encerramento feito pelo Grupo Não Mete Essa com muito samba.
O evento também teve apoio da cerveja Praya e da Mamba Water, além da parceria especial com o Instituto Zeca Pagodinho, que fará o repasse de todas as doações arrecadadas para a população local.
O evento foi financiado pela Política Nacional Aldir Blanc de incentivo à cultura por meio da Secretaria de Cultura de Duque de Caxias, mostrando como o investimento na cultura pode promover impacto social e valorizar as ações legítimas do território.
