Sesc Duque de Caxias recebe TeatroFunk
Fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos, e indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente, o Grupo Rosas Periféricas apresenta o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças – TeatroFunk em unidades do Sesc RJ, selecionado pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar. As sessões acontecem Sesc Duque de Caxias (08/08, sábado, às 15h), Sesc Ramos (09/08, domingo, às 16h), Sesc Niterói (15/08, sábado, às 16h) e Sesc São Gonçalo (16/08, domingo, às 16h).
Ladeira das Crianças – TeatroFunk é livremente inspirado nas obras O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, e inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na encenação. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote e menina de cabelo de nuvem. Tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.
Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e de narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz, na zona leste paulistana. Diante da forte presença do funk no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do ritmo, dos beats, do passinho e das rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Refletindo sobre a identidade das crianças periféricas e sobre os bens culturais do território acessados na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças – TeatroFunk leva identidade cultural, reflexão e muita diversão para o público. O espetáculo estreou, em 2019, com texto e a direção assinados conjuntamente pelo integrantes do Grupo Rosas Periféricas.
Grupo Rosas Periféricas – Grupo atuante na Zona Leste de São Paulo, o Rosas Periféricas iniciou suas pesquisas teatrais em 2008, consolidando-se como um grupo no ano seguinte. São artistas e educadores(as) que investigam linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem. Com sede no Parque São Rafael, seu repertório traz os espetáculos: Vênus de Aluguel (2009), com temporada no Teatro X; A Mais Forte (2010); performance Fêmea (2012); Rádio Popular da Criança (2013); Narrativas Submersas (2014), cortejo que abre a Trilogia Parque São Rafael; Lembranças do Quase Agora (2015), segundo ato; Labirinto Selvático (2016), que fecha a Trilogia; e Ladeira das Crianças – TeatroFunk (2019), infantil que marcou os 10 anos do grupo. Desde 2018, realiza em sua sede o Sarau da Antiga 28, que troca conversas, música e versos com artistas e mestres, com microfone aberto para a comunidade exercitar a expressividade. Foi contemplado em vários editais da cidade e do estado de São Paulo. Já se apresentou em unidades do Sesc São Paulo, Casas de Cultura, Fábricas de Cultura, praças e ruas; participou do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (Portugal) e da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência (Teatro de Arena Eugênio Kusnet). Realizou o projeto Rosas Faz 10 Anos – Memórias de Um Teatro Maloqueiro (2020-2023), que incluiu livro biográfico e documentário. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 – categoria Energia que Vem da Gente, pelo conjunto da obra em 15 anos de teatro nas periferias, e participou, recentemente, do Circuito Sesc de Artes – SP.
