Camila Senna é poeta e artista da Baixada Fluminense, natural de Belford Roxo e residente em Nova Iguaçu. Sua obra atravessa palavra, corpo e imagem, explorando a criação como gesto de presença.
Participou de antologias como Papo Cabeça, apresentada na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (categoria Crônica), e integrou os coletivos Fulanas de Tal e Pó de Poesia, atuando em saraus e feiras literárias, entre elas a Feira Literária das UPPs, no Morro dos Prazeres. Publicou em zines (Sarau Rua, Desmaio Públiko, Pó de Poesia, Gambiarra Profana) e em livros como Por Onde a Poesia Passa (Fenig) e 10 anos do Sarau EP&A, organizado por Carlos Mendes e Sil Lis.
Sua presença performática marcou saraus e espaços culturais como Sarau Donana, Sarau V, Fulanas de Tal, Poetas & Afins, Sarau Tropicaos, Corujão da Poesia, Ratos di Versus, CEP 20.000, Pelada Poética e Enraizados. Em homenagem a Clarice Lispector, realizou uma ação literária na Biblioteca Parque Estadual, inscrevendo trechos da autora na pele de três mulheres.
Na fotografia, atuou em projetos do CTAV – Centro Técnico Audiovisual – e foi fotógrafa do Sarau EP&A, contemplado no edital Literatura Resiste/2022. Registrou o projeto Os Ós – Poemas Concretos/Visuais, de Moduan Matus, e assinou as fotografias do livro Nas franjas do Deus-Dará, de Iverson Carneiro.
Participou do Festival Literário do Escritas Subversivas – oficina Corpoesia, registros poéticos.
É idealizadora do projeto Poesia Segunda Pele, que ao longo de uma década reuniu mais de 100 mulheres em ações poéticas com escrita na pele de autores da baixada fluminense. A Casa de Cultura de Nova Iguaçu foi cenário de ocupação pelo projeto, tornando-se espaço de partilha e criação. Dessa experiência nasceu o filme Poesia Segunda Pele, do coletivo Xuxu Com Xis, no qual Camila também atuou como roteirista.
No campo audiovisual, foi selecionada para o SubVercine Lab, laboratório para mulheres de Nova Iguaçu, onde colaborou na produção, roteiro e entrevistas do curta No Front Delas – Mulheres Ambulantes.
Atualmente, desenvolve os projetos A Pele que Tece, voltado à interseção entre corpo, palavra e performance, e Olho Nu – Contrastes Urbanos, ensaio fotográfico sobre paisagens e identidades da Baixada Fluminense.