Equipe da Baixada Fluminense conquista pódio em competição de inteligência artificial da UFRJ

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Equipe da Baixada Fluminense conquista pódio em competição de inteligência artificial da UFRJ

Quatro dos cinco integrantes são naturais de Belford Roxo, Nova Iguaçu e Duque de Caxias. O grupo criou o ARCO, um simulador que usa agentes de inteligência artificial para ajudar a reduzir o desperdício de energia limpa no Brasil.

Uma equipe formada majoritariamente por naturais da Baixada Fluminense conquistou o terceiro lugar no Hackathon IA Coppe 2026, competição de inteligência artificial voltada à transição energética. A final aconteceu entre os dias 25 e 27 de setembro, no Instituto 12, no Leblon, Zona Sul do Rio.

O time é formado por Luciano Chinilato e Luciano Bernardino, naturais de Belford Roxo, Guilherme Vasconcellos, de Nova Iguaçu, Thomas Viana, de Duque de Caxias, e Brener Silva, do Rio de Janeiro.

Promovido pela Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ e pela plataforma Made in Rio, em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), AWS, LNCC e Prefeitura do Rio, entre outros, o hackathon desafiou os participantes a criar soluções de inteligência artificial a partir de dados reais do setor elétrico brasileiro. O evento teve mais de 530 inscritos nas etapas preliminares. Depois de treinamentos e de uma fase de seleção, 12 equipes chegaram à final presencial, onde contaram com mentoria de especialistas de empresas e instituições parceiras.

A equipe, com quatro filhos da Baixada, escolheu enfrentar um problema cada vez mais comum no país: o chamado “corte de geração”. Ele acontece quando usinas eólicas e solares precisam reduzir a produção porque a rede de transmissão não tem capacidade de escoar toda a energia gerada. Na prática, energia limpa e barata deixa de ser aproveitada.

Para atacar esse problema, o grupo desenvolveu o ARCO, um simulador que permite escolher um ponto específico de gargalo na rede elétrica e testar soluções, como a instalação de baterias para armazenar a energia excedente ou a construção de uma nova linha de transmissão. O diferencial está na forma como o sistema trabalha: um “enxame” de agentes de inteligência artificial, programas autônomos que atuam em paralelo, executa simulações independentes de diferentes cenários ao mesmo tempo. Assim, a ferramenta consegue comparar rapidamente o investimento necessário com o retorno esperado de cada alternativa e indicar qual faz mais sentido.

“A Baixada forma muito talento em tecnologia que nem sempre ganha visibilidade. Subir ao pódio de uma competição organizada por uma das principais instituições de pesquisa da América Latina, trabalhando com dados reais do setor elétrico, mostra que quem vem de lá pode chegar longe na inovação”, afirma Luciano Chinilato, Especialista em Inteligência Artificial da equipe.

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