Sesc Duque de Caxias recebe espetáculo gratuito “História puxa História, Leitura faz Memória”
O espetáculo “História puxa História, Leitura faz Memória” da Cia Rabo de Cutia para o público infanto-juvenil, estará em circulação por algumas cidades do estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, durante o mês de agosto, pelo edital Sesc Pulsar 2026. A montagem reúne Narração de Histórias, combinada com elementos cênicos e musicais.
Ao criar o projeto, Sandra Guzmán, entendeu ser importante apresentar a literatura de forma lúdica, interativa e acessível. Desta forma, promove um contato vivo e estimulante com histórias que enriquecem a memória e a imaginação dos jovens espectadores e de adultos de todas as idades. A Cia Rabo de Cutia apresentará o espetáculo “História puxa História, Leitura faz Memória” nos seguintes locais e datas abaixo. Algumas das apresentações terão Intérpretes de LIBRAS:
Sesc Ramos – Espaço Multimídia (RJ/RJ), 05 de agosto, às 10h (Intérprete de LIBRAS)
Sesc Duque de Caxias – Auditório (Duque de Caxias/RJ), 06 de agosto, às 14h (Intérprete de LIBRAS)
Biblioteca Machado de Assis/Sesc Botafogo (RJ/RJ), 07 de agosto, às 17h (Intérprete de LIBRAS)
Sesc Rosinha de Valença – Teatro (Valença/RJ), 08 de agosto, às 16h
Sesc Teresópolis – Teatro (Teresópolis/RJ), 11 de agosto, às 14h
Sesc São Gonçalo – Teatro (São Gonçalo/RJ), 12 de agosto, às 14h (Intérprete de LIBRAS)
Além da encantadora Narração de Histórias, o público irá se divertir com as cantigas, poesias e folguedos incluídos no repertório do espetáculo, que foram cuidadosamente selecionados por sua importância dentro da Cultura Popular Brasileira. Estas manifestações culturais são fundamentais para a formação dos saberes das crianças e permanecem vivas na memória afetiva dos adultos, fortalecendo vínculos e identidades. As cantigas e folguedos são fundamentais para a Literatura e a Cultura da infância, preservando a oralidade e a memória afetiva.
O espetáculo traz uma experiência interativa com canções e trilha sonora original assinadas pelo músico André Gonçalves — especialista em ritmos da cultura popular com sólida trajetória na narração de histórias. A sonoplastia apresenta uma diversidade de instrumentos percussivos e de efeito, como cajon, pandeiro, alfaia, tamborim, tambor do divino, cascos de boi e de lhama, carrilhão, queixada, tupã, apitos (de pássaros e pedhuá), chocalhos, agogô, blocos sonoros, sinos, cowbell e kazoo. Com essa tapeçaria percussiva, André desenha uma paisagem sonora que pulsa junto com a cena, valorizando a oralidade e proporcionando uma experiência com a narração de histórias completa e imersiva.
Grande parte das cantigas escolhidas são de domínio público, como “Se essa rua fosse minha” e “Mulher rendeira”, clássicos que atravessam gerações. Além dessas, a montagem também apresenta composições autorais, como “Só sei que foi assim”, com letra de Sandra Guzmán e melodia de André Gonçalves. Essa canção dialoga com a obra de Ariano Suassuna, especialmente com o personagem Chicó do Auto da Compadecida, trazendo uma releitura criativa e contemporânea das tradições populares.
Dessa forma, o repertório articula a riqueza do folclore brasileiro com a linguagem inovadora desenvolvida pela companhia, promovendo um encontro entre tradição e experimentação artística.
O espetáculo ainda reúne algumas histórias e poesias selecionadas, que incluem a poesia de Cecília Meireles, que é apresentada de forma lúdica e rítmica, combinando com estilos musicais como o funk carioca. Além disso, o trabalho faz uma releitura da obra de Janaína Tokitaka, Pedro vira Porco Espinho, e homenageia a vida da escritora Carolina Maria de Jesus, integrando a oralidade dos contos tradicionais.
Jô Jorvino, na direção de arte, valoriza a interação do público como elemento essencial do espetáculo. Ao romper com a “quarta parede”, a linguagem cênica transforma o espaço em um ambiente de convivência e troca constante. Em determinado momento, os espectadores são convidados a subir ao palco para abrir o “Grimório” — um livro sagrado que guarda as memórias das primeiras literaturas. A partir desse gesto, revelam-se as histórias e canções que conduzem a apresentação. Esse recurso amplia o caráter lúdico e participativo da obra, promovendo uma experiência coletiva, dinâmica e afetiva.
Sandra Guzmán, criadora, diretora, roteirista e artista da Cia Rabo de Cutia, nos conta um pouco sobre a receptividade do público infantil:
“A participação das crianças, e do público em geral, é genuína, lúdica e espontânea, e experimentam intensamente o que o livro e o espetáculo proporcionam – uma verdadeira viagem pelo universo da Literatura. Observa-se que, inicialmente, poucas crianças demonstram gostar de poesia, mas após a apresentação de “A Língua do Nhem”, de Cecília Meireles, quase todas manifestam entusiasmo, levantando as mãos para expressar que agora apreciam a poesia. Outro detalhe positivo é que quando contamos em bibliotecas, logo após a apresentação as crianças buscam os livros que apresentamos em cena. Essas respostas evidenciam o impacto sensível e transformador da experiência artística, tornando o contato com a Literatura mais significativo, afetivo e acessível para o público infantil.” – pondera Sandra.
O espetáculo “História puxa História, Leitura faz Memória” da Cia Rabo de Cutia é realizado através do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2026, iniciativa do @sescrio que incentiva a produção artística e cultural em suas diversas manifestações.
SERVIÇO
Sesc Duque de Caxias – Auditório (Duque de Caxias/RJ), 06 de agosto, às 14h
(Intérprete de LIBRAS)
Endereço: Rua: General Argolo, nº 47 – Centro, Duque de Caxias – RJ
Capacidade: 99 lugares
Site: https://www.sescrio.org.br/unidades/sesc-duque-de-caxias/
Instagram: @sescduquedecaxias





