Elovias instala câmeras nas passagens de fauna e amplia uso de cercas e telas ao longo da BR-040 para proteger animais

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Elovias instala câmeras nas passagens de fauna e amplia uso de cercas e telas ao longo da BR-040 para proteger animais

Para reduzir atropelamentos e aumentar a segurança de animais e motoristas, a Elovias, concessionária responsável pela BR-040 no trecho entre Juiz de Fora e Duque de Caxias, está instalando câmeras nas passagens de fauna e ampliando a instalação de cercas e telas ao longo da rodovia. A meta é alcançar 60 quilômetros com este tipo de proteção.

Nos primeiros cinco meses de concessão, cerca de 450 animais — entre domésticos e silvestres — foram resgatados. Muitos deles, no entanto, já estavam sem vida, o que reforça a urgência de medidas eficazes para evitar novos acidentes.

Atualmente, a rodovia conta com três passagens aéreas de fauna na descida da Serra de Petrópolis e uma passagem subterrânea, no município de Simão Pereira. Todas estão sendo equipadas com câmeras de monitoramento, que permitem identificar as espécies que utilizam esses caminhos seguros em meio à mata.

As imagens já registraram animais como saguis, gambás, quatis, iraras (parentes da lontra) e preguiças, revelando a diversidade da fauna local e a importância dessas estruturas para a preservação animal. Seguem em anexo, fotos de animais flagrados pela Elovias na BR-040.

“Com as câmeras, conseguimos monitorar quais espécies estão usando as passagens e com que frequência. Esses dados são consolidados em relatórios enviados ao Ibama. Embora a instalação das passagens leve em conta estudos prévios sobre pontos de atropelamento, as câmeras comprovam se a estrutura está sendo realmente utilizada pelos animais, ajudando a diminuir os acidentes”, explica Luís Renato Bernardo Rezende, coordenador de Meio Ambiente da Elovias.

No caso das cercas e telas de fauna, a efetividade da proteção é facilmente comprovada. Em Itaipava, por exemplo, um trecho de um quilômetro de tela instalado às margens do Rio Piabanha reduziu em 80% os acidentes envolvendo capivaras.

As cercas são usadas para direcionar animais maiores, como bois e cavalos, evitando que eles acessem a pista. Já as telas, com malha mais fina, impedem a passagem de animais menores.

Até o momento, quase dez quilômetros da rodovia já receberam esse tipo de proteção. Um levantamento dos pontos mais críticos de acidentes está

sendo finalizado, e a intenção é chegar a 60 quilômetros protegidos por essas estruturas.

Além das medidas preventivas, a concessionária mantém uma equipe especializada em resgate de fauna. Todos os profissionais que atuam nas ocorrências da rodovia também são treinados para lidar com situações envolvendo animais.

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