Belford Roxo vota em casa: Canella e Rueda dominam a urna

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Belford Roxo vota em casa: Canella e Rueda dominam a urna

Em Belford Roxo, a eleição de 2026 repetiu uma lógica que já marca a política da cidade: o voto se concentra em poucos nomes do grupo local, e o restante da bancada eleita no estado fica com fatias pequenas.

Estadual: Canella com folga

Entre os 70 deputados estaduais eleitos, Márcio Canella (União) teve 133.956 votos na cidade, cerca de 72% de tudo o que os eleitos somaram no município. Ele recebeu mais de 20 vezes a votação do segundo colocado entre os eleitos, Leandro (Republicanos), com 6.131. Em seguida vêm Felipinho Ravis (PP), com 4.968, e Librelon (Republicanos), com 3.169.

Somando os quatro nomes do União Brasil, o partido chega a cerca de 135 mil votos, quase tudo vindo de Canella.

Federal: o voto de Rueda

A concentração se repete na Câmara. Rueda (União) teve 93.874 votos, perto de 59% da soma dos 46 federais eleitos. Sozinho, ele supera em cerca de 45% os outros 45 eleitos somados (64,5 mil votos).

Depois dele, o quadro é pulverizado: Rick Azevedo (PSOL), com 5.154, Luciano Vieira (PSDB), com 4.852, Dr. Luizinho (PP), com 4.629, e Lindbergh Farias (PT), com 4.374.

O fenômeno estadual não chegou aqui

O PL elegeu 21 estaduais e 15 federais, mas teve peso pequeno em Belford Roxo: cerca de 11,9 mil votos para estadual (6% do total dos eleitos) e 17 mil para federal (11%). Mesmo o campeão de votos do estado, Dr. Luizinho, ficou em quarto lugar na cidade. Sua base está em Nova Iguaçu.

Partidos e blocos

Federal Votos em Belford Roxo Estadual Votos em Belford Roxo
União 93.874 União 135.100
PL 17.061 PL 11.920
PP 12.067 Republicanos 9.427
PT 10.928 PP 6.945
PSOL 8.153 PT 6.168

O Republicanos aparece forte no estadual (Leandro e Librelon somam mais de 9 mil), mas quase some no federal. A esquerda (PT, PSOL, PCdoB) tem presença expressiva no federal, com mais de 21 mil votos somados, e menor no estadual.

O que fica

  1. A máquina local é o fator decisivo: Canella e Rueda juntos pesam mais que todos os outros eleitos.
  2. O voto de fora é residual. A maioria dos eleitos teve poucas centenas de votos na cidade, e dezenas ficaram abaixo de 100.
  3. O voto federal é mais pulverizado e ideologicamente mais variado do que o estadual.

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