Passagem de trem no Rio sobe para R$ 7,60 em fevereiro; tarifa social é mantida para beneficiários do Bilhete Único

Passagem de trem no Rio sobe para R$ 7,60 em fevereiro; tarifa social é mantida para beneficiários do Bilhete Único

A partir do dia 2 de fevereiro, a tarifa dos trens urbanos do Rio de Janeiro passará de R$ 7,10 para R$ 7,60. O reajuste, autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), ocorre anualmente com base na inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conforme previsto no contrato de concessão com a SuperVia, empresa responsável pela operação do serviço.

Tarifa social será mantida até 2026

Apesar do aumento, passageiros cadastrados no Bilhete Único Intermunicipal (BUI), que tenham renda mensal declarada de até R$ 3.205,20, continuarão pagando R$ 5 pela passagem. O Governo do Estado prorrogou a Tarifa Social, que venceria no dia 1º de fevereiro, até 2026. A diferença entre o valor pago pelo passageiro e a nova tarifa será subsidiada pelo Estado.

Para garantir o benefício, é necessário que os passageiros habilitem o Bilhete Único Intermunicipal. O cadastro pode ser realizado nas lojas Riocard Mais, no posto de atendimento na estação Central do Brasil, pelo site da Riocard ou pelo assistente virtual Tomais no WhatsApp (21) 2127-4000.

Reajuste segue inflação e custos operacionais

Segundo a SuperVia, o reajuste de 7,04% reflete o aumento dos custos operacionais do serviço, impactados pela inflação. Entre os principais fatores que influenciaram o aumento estão a alta nos preços da energia elétrica, manutenção da infraestrutura ferroviária, compra de peças e equipamentos importados para reposição nos trens.

A concessionária, que opera desde 1998, transporta cerca de 300 mil passageiros por dia em uma malha ferroviária de 270 quilômetros. O sistema atende 12 municípios da Região Metropolitana, incluindo Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Queimados, São João de Meriti, Belford Roxo, Japeri, Magé, Paracambi e Guapimirim.

SuperVia segue em crise financeira

A SuperVia enfrenta dificuldades financeiras desde a pandemia da Covid-19 e entrou em recuperação judicial em 2021, alegando prejuízos acumulados de R$ 1,2 bilhão. A empresa já manifestou, por diversas vezes, o interesse em devolver a concessão dos trens urbanos ao governo estadual, alegando inviabilidade econômica devido a fatores como congelamento de tarifas e furtos de cabos.

Para garantir a continuidade do serviço, um acordo entre o Governo do Estado e a SuperVia foi homologado em dezembro de 2024 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A transição da operação para um novo modelo de gestão deve ocorrer nos próximos meses e inclui um investimento de R$ 450 milhões, sendo R$ 300 milhões do Estado e R$ 150 milhões da concessionária.

Aumento também no transporte rodoviário

O reajuste das tarifas de transporte não se limita aos trens. A Prefeitura do Rio anunciou que a passagem de ônibus municipais subirá de R$ 4,30 para R$ 4,70 a partir de 5 de fevereiro. O novo valor também valerá para o sistema de BRT, vans e kombis que operam nas comunidades e para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O aumento de R$ 0,40 considera a inflação acumulada desde o último reajuste, realizado em janeiro de 2023.

Impacto no transporte público

Os sucessivos aumentos no transporte público impactam diretamente a rotina dos moradores da Região Metropolitana, especialmente aqueles que dependem dos trens para se locomover diariamente. Apesar da prorrogação da Tarifa Social, o novo valor da passagem pode representar um desafio financeiro para quem não se enquadra no programa. Com a crise no sistema ferroviário e a incerteza sobre o futuro da SuperVia, a população segue aguardando soluções que garantam um transporte acessível e de qualidade.

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