Terminal Margaridas ganha mais seis linhas da Baixada e reforça integração com o BRT carioca
Quem mora em Nova Iguaçu e enfrenta diariamente o pesado trânsito da Avenida Brasil tem agora mais uma alternativa para chegar ao Rio de Janeiro com mais rapidez e menos custo. O Terminal BRT Metropolitano Pedro Fernandes — conhecido como Terminal Margaridas, no Trevo das Margaridas, em Irajá, Zona Norte do Rio — acaba de receber mais seis novas linhas intermunicipais oriundas de Nova Iguaçu, na segunda fase de ampliação da integração entre a Baixada Fluminense e a capital.
As novas linhas
As seis linhas implementadas nesta segunda etapa partem dos bairros de Miguel Couto, Austin e Cabuçu, em Nova Iguaçu, e operam diariamente — incluindo fins de semana e feriados — das 6h às 22h, com intervalo médio de 20 minutos entre os ônibus. São elas:
- 742I — Cabuçu–Margaridas via Avenida Taguaratinga
- 790I — Miguel Couto–Margaridas via Luiz de Lemos
- 791I — Austin–Margaridas via Tio Luiz
- 794I — Austin–Margaridas via Cacuia
- 797I — Miguel Couto–Margaridas via Ambaí
- 799I — Cabuçu–Margaridas via Estrada da Palhada
A tarifa das novas linhas é de R$ 6,70, com pagamento aceito em Riocard ou dinheiro.
Como funciona a integração
A lógica do terminal é simples, mas poderosa: o passageiro embarca em uma dessas linhas intermunicipais em seu bairro em Nova Iguaçu e desembarca no Terminal Margaridas. De lá, usa o cartão Jaé nas catracas especiais do BRT Metropolitano — identificadas como catracas do Bilhete Único Margaridas (BUM) — e paga apenas R$ 5 para ter direito a dois modais na ida e dois na volta, dentro de uma janela de 20 horas.
Na prática, o trabalhador pode fazer o seguinte trajeto com apenas R$ 11,70 no total:
- Embarcar na linha intermunicipal em Nova Iguaçu (R$ 6,70)
- Pegar o BRT no Margaridas até o Terminal Intermodal Gentileza, em São Cristóvão (coberto pelo BUM de R$ 5)
- Do Gentileza, embarcar gratuitamente no VLT ou em linhas de ônibus municipais
- Na volta, repetir o caminho usando o saldo restante do BUM
O BRT opera com frequência de três minutos entre o Terminal Margaridas e o Gentileza. O percurso pode ser feito pelo serviço parador 70, com tempo estimado de 32 minutos, ou pelo expresso 73, que cobre o trecho em cerca de 20 minutos, trafegando por via exclusiva na Avenida Brasil — sem ficar parado no trânsito.
Segunda fase de uma expansão maior
Esta não é a primeira rodada de novidades no Terminal Margaridas. A expansão acontece em etapas, fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana e do Detro-RJ.
A primeira fase foi lançada no 1º de maio de 2026, Dia do Trabalhador, quando dez linhas intermunicipais de Nova Iguaçu, São João de Meriti e Mesquita passaram a operar no terminal. Naquele momento, a Prefeitura do Rio reorganizou a numeração de várias linhas que antes terminavam na capital — quatro linhas de Nova Iguaçu e três de São João de Meriti foram renumeradas e passaram a ter o terminal como ponto final, facilitando a identificação dos serviços integrados. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, acompanhou pessoalmente a operação inaugural e fez a viagem de BRT até o Gentileza, seguindo depois de VLT até o Centro.
O resultado foi expressivo: segundo o governo, mais de 12 mil passageiros utilizaram o sistema apenas na primeira semana de funcionamento da integração.
Agora, na segunda fase, chegam as seis novas linhas de bairros de Nova Iguaçu ainda não atendidos, ampliando o alcance do sistema para mais trabalhadores da Baixada.
O que muda para quem usa transporte público
Para quem já conhece a rotina de ônibus lotados na Avenida Brasil, a proposta do Terminal Margaridas representa uma mudança relevante. O BRT tem via exclusiva, o que significa que não fica preso no mesmo engarrafamento dos ônibus convencionais. O trajeto até São Cristóvão, que pode levar mais de uma hora no trânsito comum em horários de pico, cai para 20 a 32 minutos dependendo do serviço escolhido.
Além disso, o Terminal Intermodal Gentileza oferece acesso imediato ao VLT e a linhas de ônibus municipais para diferentes partes do Rio, tornando o Gentileza um hub de conexões para quem precisa chegar ao Centro, à Zona Sul ou à Tijuca.
O terminal também conta com linhas municipais que atendem bairros da Zona Norte do Rio, ampliando ainda mais as possibilidades de conexão para quem chega de Irajá.
Com informações de: A Voz dos Municípios, Diário do Transporte, Prefeitura do Rio de Janeiro, Tempo Real RJ