Polícia apreende 200 mil figurinhas falsificadas da Copa do Mundo em Nova Iguaçu
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando e o álbum de figurinhas em alta entre crianças e adultos, o crime não perdeu tempo. Na noite da última quinta-feira (21), a Polícia Civil do Rio de Janeiro fez uma grande apreensão de produtos falsificados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense: cerca de 200 mil figurinhas falsas do álbum oficial da Copa, além de milhares de camisetas e bonés piratas da seleção brasileira.
Ônibus flagrado com a carga ilegal
A operação teve início quando agentes identificaram um ônibus coletivo saindo de Nova Iguaçu com destino a outros municípios da Região Metropolitana do Rio. Com base em informações de inteligência, os policiais realizaram um cerco ao veículo. Na abordagem, as figurinhas falsificadas foram encontradas escondidas no compartimento de carga do ônibus, junto com os outros itens contrafeitos.
Segundo a Polícia Civil, os produtos seriam distribuídos no município do Rio de Janeiro e em outras cidades da região, provavelmente para serem revendidos no comércio formal — o que poderia enganar consumidores desavisados, que pagariam por produtos sem a qualidade nem a autenticidade do material oficial.
Operação da delegacia especializada
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), especializada justamente em combater falsificações, pirataria e violações de direitos autorais, sob coordenação do delegado titular Victor Arthur Tuttman. A operação teve origem em informações de inteligência e buscava impedir a entrada de produtos falsificados no mercado formal do estado.
Todo o material apreendido passará por perícia e, em seguida, será inutilizado. As investigações continuam para identificar os fabricantes e os distribuidores da mercadoria ilícita.
Copa do Mundo 2026 impulsiona o mercado paralelo
A falsificação de produtos da Copa do Mundo não é novidade, mas ganha força especial em anos de torneio. Com o Mundial de 2026 sendo disputado nos Estados Unidos, Canadá e México — e com o Brasil como um dos grandes favoritos ao título —, o interesse popular pelo álbum de figurinhas e pelos produtos da seleção está elevado, criando terreno fértil para o mercado paralelo.
O álbum oficial da Copa de 2026 é produzido pela Panini, detentora dos direitos de licenciamento da FIFA para este tipo de produto. Figurinhas falsificadas, além de prejudicarem financeiramente as empresas licenciadas e o próprio programa da FIFA, podem apresentar qualidade gráfica inferior e, em alguns casos, materiais inadequados — o que é especialmente preocupante quando o produto está nas mãos de crianças.
O que fazer se você suspeitar de um produto falso
Para o consumidor, identificar uma figurinha ou camisa falsificada pode ser difícil à primeira vista, mas alguns sinais ajudam: cores desbotadas ou imprecisas, papel de qualidade inferior, embalagens com erros de grafia ou sem lacre oficial e preço muito abaixo do mercado são indícios comuns de falsificação. Em caso de suspeita, a dica é adquirir apenas em pontos de venda autorizados e desconfiar de ofertas fora da realidade.
Denúncias sobre produtos falsificados podem ser feitas pelo Disque Denúncia (2253-1177) ou diretamente na DRCPIM.
Com informações de: Extra/Globo, CNN Brasil, Folha Vitória, Terra, aRede




