Cineasta Catu Rizo lança o último filme da trilogia das águas
O que existe debaixo do concreto que tenta calar a história dos nossos rios? O que acontece quando decidimos remar contra a maré do esquecimento e seguir o curso das águas na direção contrária? É com essas perguntas que o documentário “Guapi-Macacu, o filme” prepara sua estreia no Rio no próximo domingo, 26 de julho, às 19h, no Estação Claro (Botafogo). Selecionado para a sessão de encerramento do Festival Visões Periféricas que chega a sua 19ª edição.
É partindo da foz, na Baía de Guanabara, em direção ao silêncio das nascentes, que o documentário “Guapi-Macacu, o filme” desafia o espectador a repensar a história da Baixada Fluminense. Com 85 minutos de duração, o documentário propõe uma “escuta sensível” das águas da bacia do rio Guapi-Macacu. Narrado pela cineasta nilopolitana Catu Rizo, o filme percorre um fluxo de contracorrente – da foz à nascente – para resgatar a conexão entre a Baixada Fluminense e a Baía de Guanabara.
“Guapi-Macacu, o filme” é um convite a ressignificar o passado e o futuro. Através da vivência de pescadores, quilombolas, guarda-parques e lideranças locais, o espectador é transportado para um tempo em que os rios eram fontes vitais, garantindo a irrigação e o sustento das comunidades que se formavam ao longo de suas margens. Essa relação de convivência era sustentada por uma consciência de cuidado e preservação. O longa reúne trajetórias de moradores locais e conta ainda com a participação especial da atriz veterana Mariah da Penha, que interpreta a personagem Ominá, acolhendo o público numa intervenção lúdica.
Com consultoria do historiador e doutor Philippe Moreira, a obra contextualiza a profunda desfiguração ecológica e social sofrida pela região ao longo do século XX, especialmente durante a Era Vargas e à Comissão de Saneamento Básico. Utilizando imagens de arquivo cedidas pelo Arquivo Nacional, o filme evidencia o impacto da retificação de rios, das ferrovias e do abandono de sítios arqueológicos, contrapondo essas cicatrizes à vitalidade das comunidades que ainda dependem do ecossistema para o seu bem-viver.
O projeto é fruto de uma parceria entre a Estamira Produção Cultural, de Giordana Moreira, e a Catu Filmes, com financiamento da Lei Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo.
SOBRE A CINEASTA:
Cineasta e pesquisadora, formada em Cinema e Audiovisual. Mestra pelo programa de Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense. Faz parte do movimento Baixada Filma.
SOBRE O FESTIVAL
Festival Visões Periféricas amplia o espectro de visões sobre as periferias do país por meio de exibições de filmes e laboratórios de projetos. Em sua 19ª edição o festival acontece de 23 a 26 de julho de 2026, no Rio de Janeiro, com debates, mostras competitivas e programação inteiramente gratuita.
https://www.visoesperifericas.com.br/home
SERVIÇO:
Domingo, 26 de julho | a partir das 19h
Endereço: Estação Claro, R. Voluntários da Pátria, 88 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ
Redes Sociais: Instagram: @catufilmes @guapimacacu_ofilme




