Intoxicações por produtos químicos exigem atendimento imediato
Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) reforça que a prevenção é a principal forma de evitar quadros mais graves. Durante as férias, o perigo aumenta
Mais de sete mil casos de intoxicação exógena – conhecida como envenenamento – foram registrados no Estado do Rio entre 2025 e 2026, conforme dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN). As crianças estão entre as principais vítimas, devido ao risco de ingestão acidental, especialmente durante as férias. Referência para as ocorrências mais complexas desses casos, o Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, orienta sobre a importância do socorro urgente e adequado após a exposição às substâncias tóxicas.
“Diante de qualquer suspeita de intoxicação, a vítima deve ser levada imediatamente para uma unidade de emergência. O tempo de atendimento influencia diretamente no desfecho do estado de saúde do paciente”, explica a diretora-geral do HERCruz, Mikaella Batista.
Na maioria das vezes, a intoxicação ocorre por uso inadequado de medicamentos, agrotóxicos, produtos de limpeza; além do consumo de drogas. Algumas medidas simples reduzem o risco de uma contaminação acidental. Produtos tóxicos nunca devem ser armazenados em embalagens de alimentos ou bebidas e devem permanecer em locais trancados, identificados e inacessíveis às crianças.
Quando há suspeita de intoxicação, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou um hospital com serviço de urgência e emergência. A especialista ressalta que as clínicas da família não são a porta de entrada indicada para esse tipo de ocorrência. Após a confirmação do envenenamento, o tratamento é direcionado de acordo com o agente identificado e a evolução clínica. No HERCruz chegam casos mais graves por meio da Central Estadual de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ).
Os casos que chegam à unidade passam por avaliação clínica e exames para determinadas substâncias. Além da assistência médica, é realizada a notificação compulsória aos sistemas oficiais de vigilância em saúde. Quando há suspeita de intoxicação criminosa, o caso é comunicado à polícia.