Violência armada cresce na Baixada Fluminense em agosto
A violência armada cresceu na Baixada Fluminense ao longo do último mês, com aumento de tiroteios e de pessoas baleadas em relação ao mesmo mês de 2025. A região concentrou um em cada quatro tiroteios registrados no Grande Rio durante o período, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado.
Ao todo, foram 55 tiroteios na região, uma média de quase dois por dia ao longo do mês. O número de tiroteios mapeados representa um aumento de 57% em comparação com agosto do ano anterior, quando 35 tiroteios foram identificados. Os dados, que fazem parte do relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado, revelam ainda que o avanço da violência também foi observado na quantidade de vítimas mapeadas entre os períodos. Em agosto de 2025, foram mapeados 34 baleados (24 mortos e 10 feridos). Já em agosto deste ano, 47 pessoas foram baleadas na Baixada Fluminense (28 mortas e 19 feridas), um avanço de 38% na quantidade de vítimas de disparos de arma de fogo.
Também em agosto, 211 tiroteios foram registrados entre os 21 municípios que compõem a região metropolitana do Rio de Janeiro. A Baixada Fluminense, que é composta pelos municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica, acumulou 26% dos registros.
“A Baixada Fluminense é uma região onde as desigualdades se concentram, mantidas pela alta repressão policial e pela insuficiência de políticas sociais desenhadas para melhorar o dia a dia dos moradores. A região é marcada por intensos confrontos armados e pelo domínio territorial das milícias e facções de tráfico disputando áreas estratégicas. É necessário que existam políticas de segurança pública que vão além das ações policiais tradicionais. É preciso oferecer mais segurança e acesso a serviços básicos para a população”, explica Carlos Nhanga, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio de Janeiro.
Os 211 tiroteios ocorridos na região metropolitana do Rio de Janeiro em agosto resultaram em 147 pessoas baleadas. Entre as vítimas, 82 morreram e 65 ficaram feridas. Com 47 vítimas, a Baixada Fluminense representou quase ⅓ (32%) das pessoas baleadas no mês.
Além da violência observada na Baixada Fluminense, agosto foi marcado ainda pelo elevado número de baleados em assaltos e tentativas de assalto. Ao todo, 20 pessoas foram atingidas em crimes do tipo: seis morreram e 14 ficaram feridas.
Houve também nove pessoas atingidas por balas perdidas no Grande Rio, o equivalente a aproximadamente duas vítimas por semana.
Dados detalhados
Municípios
Com 134 tiroteios mapeados no mês, a capital fluminense concentrou 63,5% dos registros ocorridos na região metropolitana. Entre os municípios que compõem a região metropolitana do Rio de Janeiro, os mais afetados pela violência armada foram:
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Rio de Janeiro: 134 tiroteios, 43 mortos e 41 feridos
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Duque de Caxias: 19 tiroteios, 13 mortos e 2 feridos
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São Gonçalo: 11 tiroteios, 6 mortos e 3 feridos
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Niterói: 7 tiroteios e 4 mortos
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Nova Iguaçu: 7 tiroteios, 1 morto e 5 feridos
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São João de Meriti: 7 tiroteios, 1 morto e 5 feridos
Bairros
Os bairros mais afetados pela violência armada foram:
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Centenário (Duque de Caxias): 8 tiroteios, 8 mortos e 1 ferido
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Andaraí (Rio de Janeiro): 7 tiroteios e 2 mortos
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Cascadura (Rio de Janeiro): 7 tiroteios e 1 ferido
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Cordovil (Rio de Janeiro): 7 tiroteios, 1 morto e 2 feridos
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Taquara (Rio de Janeiro): 6 tiroteios, 5 mortos e 4 feridos
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Vigário Geral (Rio de Janeiro): 6 tiroteios