O Blog de Turismo é um projeto conduzido pela Equipe RELATOS DE VIAGEM ETC, que desenvolve um trabalho onde temos como ponto de partida o ônibus.

E da janela de um ônibus, nós podemos abordar e abranger outros assuntos: História, Turismo, Personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro e do país.

No Blog de Turismo, a Baixada Fluminense não é apenas uma região conhecida pelos noticiários policiais: A Baixada tem nobres valores e muita história para contar.

História esta retratada por alguns de seu vasto patrimônio como…

Capela

…a Capela de São Mateus, em Nilópolis, O prédio da Universidade Rural, A Estação Ferroviária de Japeri, Tinguá, entre outros.

E não basta apenas mostrar o que a Baixada tem de bom. O Blog de Turismo também mostra como chegar as cidades e a seus pontos de interesse cultural e turístico.

E tudo isso de forma simples e sem muita complicação, com texto de forma com que todos compreendam.

Desde a juventude até os veteranos que viram as ruas de terra batida serem asfaltadas.

Nosso Objetivo

Divulgar a Baixada como uma região potencialmente turística e por meio desta, gerar emprego, renda e desenvolvimento para suas cidades.

joao_dsc_0001

Recentemente obtivemos o reconhecimento deste trabalho pelo Presidente da Comissão de Turismo da ALERJ, o Deputado Estadual João Pedro(Visite o Site da Baixada e confira a entrevista).

E esperamos que o reconhecimento vindo deste seja o começo de uma nova política para o Turismo do Rio de Janeiro, valorizando a Baixada Fluminense.

Se você é morador de alguma cidade da Baixada Fluminense, comemore hoje o dia da sua região! Comemore O DIA DA BAIXADA FLUMINENSE!!!

Mas, você se pergunta: Por que devo comemorar? O que tenho a comemorar?

Concordo que não temos muito o que comemorar, pois nossa região tem muita coisa para ser resolvida em todas as áreas.

Mas esqueçamos um pouco os problemas e relembremos um pouco a época da fundação e o porque do dia de hoje ser comemorativo para a Baixada.

Em 30 de abril de 1854, foi inaugurada a primeira ferrovia brasileira: A Estrada de Ferro Mauá, que num percurso de menos de 20 quilômetros ligava a Estação Guia de Pacobaíba, na hoje praia de Mauá, município de Magé, à região de Fragoso, na Raiz da Serra.

Era de Fragoso que partiam carruagens subindo a serra de Petrópolis, em direção àquela importante cidade que era refúgio da família real brasileira.

Após a Estrada de Ferro Mauá outras ferrovias foram construídas na região (Central do Brasil, Rio D’Ouro e Leopoldina Railway) nas décadas subseqüentes.

E ao mesmo tempo em que as ferrovias ganhavam a preferência no processo de ocupação urbana da Baixada, os portos fluviais de navegação pelos rios (Sim, imaginem os rios Sarapuí, Pavuna, Meriti e o Mauá não poluídos e perfeitamente navegáveis) tinham seu fim decretados.

E o ciclo dos caminhos de tropeiros também se encerrava e começava início do processo de surgimento e/ou fortalecimento das vilas e povoados que se organizaram em torno das estações ferroviárias.

Foi assim que se originou as atuais cidades da Baixada Fluminense.

080726_170144

Merity nasce em volta de sua estação e vira o 8º Distrito em 1931 com o nome de Caxias…

080105_091734

Em volta da Estação de São Matheus, o 7º Distrito com o nome de Nilópolis, todos desmembrados de Merity, que pertencia a Nova Iguaçu.

080223_144412
E na onda do populismo, Caxias levava São João Batista de Meriti de lambuja (São João tornava-se segundo distrito) e ganhava o status de cidade.

Em 1947, Nilópolis se emancipava de Nova Iguaçu e São João de Meriti também alcançava a “graça municipal”, emancipando-se de Caxias.

E com o tempo, outros municípios vieram: Queimados, Paracambi, Belford Roxo, Japeri…
080422_111338
…Mesquita e Guapimirim (Emancipado de Magé, que foi elevada a categoria de cidade no ano de 1811).

Culturamente, a Baixada é um celeiro de artistas: Quem não conhece o Cidade Negra, um dos grandes grupos de reggae do cenário pop?

Foto: Divulgação UOL

Foto: Divulgação UOL


E Seu Jorge? Grande Belforroxiense!!

Marcius Melhem? Não associou o nome a figura?

E se eu mencionar o “magrinho” que manda ver com Leandro Hassum na peça “Nóis na fita”? Ahhh tá!

Então, pense bem: Apesar dos problemas do cotidiano, a Baixada vai bem obrigado! E mostrando ao mundo o seu valor.
Comemore Mesquitense, Nilopolitano, Paracambiense, Meritiense, Mageense…Comemore! O Dia da Baixada Fluminense!!!

É, tamo de volta mané!

Depois de um longo e tenebroso período de hibernação, o Blog de Turismo do Site da Baixada está de volta e com força total. A História e pontos de interesse turístico, histórico e cultural contadas de um jeito singular.

E vamos recomeçar (Começar de nooooovo…vai valer a penaaaa…) com a história de uma cidade que foi conhecida há muito tempo como uma das maiores produtoras de seda do mundo.

A Seropédica do Bananal de Itaguaí

Centro de Seropédica

Centro de Seropédica

Tudo começou com a fazenda do Sr. Luiz de Rezende: A Fazenda Seropédica do Bananal de Itaguaí, localizada no segundo distrito da Vila de São Francisco de Itaguaí.

Lá eram produzidos em larga escala cerca de 50 mil casulos de bichos bombymori…ah, esqueci de contar um pequenino detalhe…por que Seropédica???

dsc06113

Analisemos a palavra SEROPÉDICA: ela vem de um neologismo (Prof. Wikipedia explica: É um fenômeno linguístico que consiste na formação de uma nova palavra resultante da união de duas palavras)…

SERICEO = palavra de origem latina, significa SEDA;

PAIS ou PAIDÓS = palavra de origem grega, significa local onde se fabrica ou trata a seda.

Bem, explicado a origem do nome da cidade…vamos em frente!

E a seda dá lugar ao saber

O tempo passou, a produção de seda declinou…e Seropédica era o segundo distrito da cidade de Itaguaí. E onde se produzia a seda se tornou em 1938, com o surgimento da Universidade Rural do Brasil.

A Universidade, já teve tantos nomes e tantos locais até chegar a sua sede e seu nome atual no ano de 1948:  Em 1911, era a Escola Superior de Agronomia e Medicina Veterinária, no palácio do Duque de Saxe, onde hoje está o CEFET/MEC, no Maracanã, Rio de Janeiro.

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Em 1913, funcionou por dois anos com seu campo de experimentação e prática agrícola em Deodoro. Em 1918, a Escola foi transferida para a Alameda São Boaventura, em Niterói, onde funciona hoje o Horto Botânico do Estado do Rio de Janeiro.

dsc06107

O Nome “Universidade Federal Rural do Brasil” só veio em 1963. E em 1968 passou a se chamar Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

A localidade era de difícil acesso, tendo uma linha férrea com pouquissima movimentação de trens e uma estrada de terra ligando a região a capital. Mas a situação mudou no ano de 1985, quando foi inaugurada a Rio-Santos (trecho da BR-101 que liga o Rio de Janeiro a Santos, no litoral paulista).

dsc06116

E dez anos depois, em 1995, tendo o deslocamento de seus moradores facilitado e aos poucos tendo um incremento em sua economia, Seropédica tornava-se o mais novo município do estado do Rio de Janeiro.

Entre seus principais atrativos estão a festa de Sta. Teresinha, que se realiza no dia primeiro de outubro e a comemoração de sua emancipação no dia 12 de outubro.

Como Chegar

dsc06053

Vindo do Rio ou de São Paulo, é seguir pela Rodovia Presidente Dutra até o acesso a BR-465. Ou usar a BR-101 Sul (Rio-Santos) e pegar o acesso a BR-465.

Linhas de Ônibus

544P Nilópolis x Seropédica (Ponte Coberta)

Real Rio
441B Seropédica x Central
Seropédica x Campo Grande
Seropédica x Paracambi

Bem, obrigado pela sua visita!

Abraço e tudo de bom!

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Leonardo Branco
Fonte pesquisa: Wikipédia

Em 1960, surgia um novo município no estado do Rio de Janeiro. Ele era a união do 7º Distrito de Vassouras, Tairetá e do 3º Distrito de Itaguaí, Paracambi.

Praça Cara Nova, Centro de Paracambi

Em agosto de 2010, este simpático e tranquilo município fará 50 anos de emancipação. E a 76 Km da capital, Paracambi (palavra de origem Tupi-Guarani que significa “macaco pequeno”) é a porta de entrada para o centro-sul fluminense. Querendo ir para a sensacional Vassouras? Passe por Paracambi.

E vamos começar a nossa viagem, começando pela Fazenda de Santa Cruz.

A Fazenda de Santa Cruz: Onde tudo começou

Assim como Itaguaí, Paracambi tem como núcleo de sua povoação a Fazenda de Santa Cruz (Hoje o Bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade do Rio).

A Freguesia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages foi o primeiro povoado da região e surgiu depois que os Inacianos (Companhia do Padre Inácio de Loyola), foi expulsos em 1759 por ato do Marquês de Pombal. Os Jesuítas haviam estendido os domínios da Fazenda de Sta. Cruz para além do Rio dos Macacos, assim ocupando quase todo o território do que hoje é Paracambi.

O Surgimento da Paróquia e a chegada da EFCB

Em 1801, é criado o distrito de Paracambi. Nessa época, a agricultura e a pecuária eram o forte do próspero povoado de Ribeirão dos Macacos. Quem ia para as Minas Gerais ou São Paulo, tinha que passar pelo povoado, assim o Ribeirão foi tornando-se um ponto de descanso para os viajantes que subiam a serra.

Igreja Matriz de São Pedro e São Paulo

Em 1836 é criada a Paróquia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lajes. E em 1861, chegava no distrito os trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil e a partir dali, Paracambi começaria a desfrutar de grande progresso coroada com a instalação da Cia. Brasil Industrial, em 1867 e a fábrica de Dinamites, do Industrial Francês Lepelletier. A Cia. Brasil Industrial recebeu a ilustre visita do Imperador Pedro II em 1880.

Com o crescimento, veio a Autonomia

Cia. Brasil Industrial. Paracambi-RJ

Com tamanho progresso, os moradores do povoado sentiram em seus corações o desejo de que o povoado viesse a desfrutar de uma certa autonomia.

Esse sonho começou a surgir em 1892, quando foi criado o distrito de Tairetá, localizado em “Belém”. Em 1906, a sede de Tairetá é transferida para o povoado de “Rio dos Macacos”. Em 1919, há uma nova transferência: Do Rio dos Macacos para Paracambi.

Estação Ferroviária de Paracambi

E em 1960, há a transferência dos distritos de Tairetá (Vassouras) e Paracambi (Itaguaí) formando um município com um único distrito, por meio da Lei nº 4.426 de 16 de novembro de 1960.

Roberto Silveira, o grande colaborador da emancipação de Paracambi

Estátua dedicada a Roberto Silveira, considerado o emancipador de Paracambi.

O primeiro prefeito da cidade foi Délio Bazilio Leal, primo do Governador Roberto Silveira, que colaborou para a emancipação de Paracambi (Não é a toa que existe uma estátua homenageando o ilustre político).

Roberto Teixeira da Silveira (1923-1961) foi deputado estadual,secretário de Justiça no governo de Amaral Peixoto, vice-Governador no Governo de Miguel Couto Filho e Governador do Rio de Janeiro de 1959 a 1961, quando morreu em um trágico acidente de helicóptero. Seu irmão, Badger da Silveira, governou o estado de 1963 a 64. Seu filho, Jorge Roberto Silveira, foi prefeito de Niterói por três vezes.

Como Chegar

Avenida dos Operários. Por essa avenida, se chega ao prédio da Cia. Brasil Industrial.

Vindo do Rio de Janeiro: Seguir pela Avenida Brasil até o Trevo de acesso a Rodovia Presidente Dutra (Ou encare a Linha Vermelha até a saída de acesso a Dutra). De lá, siga pela citada rodovia até o acesso a RJ-127, já em terras paracambienses. Pela rodovia estadual você chegará até o acesso a principal avenida da cidade, a Min. Sebastião de Lacerda dobrando a sua esquerda.

Linhas de Ônibus:

Linhas de Ônibus
193C Central x Paracambi (Normandy)
106P Nova Iguaçu x Paracambi (Normandy)
Japeri x Paracambi (Normandy)
MP 10 Barra do Piraí x Paracambi (Barra do Piraí)
MP 11 Vassouras x Paracambi (Progresso)
Seropédica x Paracambi (REAL RIO)

Também vale conferir uma viagem pelo Ramal Japeri, pela Supervia

Vindo de São Paulo: Siga da Marginal Tietê/Presidente Castelo Branco (E lembre-se de ter paciência ao encarar os famosos engarrafamentos deste via) até a SP-060 e desta via, adentre pela Presidente Dutra (BR-116) até o acesso a RJ-127. Daí por diante é o mesmo passo de como se estivesse vindo do Rio.

Linhas de Ônibus:

Não há ligação direta entre Paracambi e São Paulo, então vai a dica: Você pode pegar as seguintes linhas:

São Paulo x Nova Iguaçu (Auto Viação 1001/Expresso Brasileiro/Itapemirim)
São Paulo x Barra do Piraí (Salutaris)
São Paulo x Vassouras (Salutaris)

E chegando aos municípios de Nova Iguaçu, Barra do Piraí ou Vassouras, pegue uma das linhas citadas para quem vem do Rio.

Onde se hospedar

Recomendo o Hotel Tairetá. Fica pertinho do centro da cidade e dos pontos finais das linhas de ônibus. Rua Nair Ramalho, 341 - Centro.
Telefone de Contato: 21 3693-3286

Abraços e tudo de bom! Obrigado pela sua visita ao Blog de Turismo do Site da Baixada.

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Luiz Antonio Doria e INEPAC (Foto da Brasil Industrial)
Fonte Pesquisa: Wikipédia e Baixada Facil

Em 1858, a Família Imperial seguia pela Estrada de Ferro Dom Pedro II, seguia para inaugurar o trecho que começava da Estação do Campo até Queimados.

Pelos Trilhos da EFCB, prá Queimados eu vou!

Assim entrava nos trilhos do progresso o Distrito de Queimados, pertencente a Freguesia de Iguassú.

E 150 anos depois, a cidade de Queimados cresce e se desenvolve aos poucos. Localizada a 50km da Capital, o antigo distrito de Nova Iguaçu tem como principal ligação para a cidade do Rio de Janeiro a E.F.C.B e a Via Dutra.

Mas, antes de chegar o trem a região…

A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu

Igreja e estátua de Nossa Senhora da Conceição

Assim como os municípios de Mesquita, Belford Roxo, Duque de Caxias, São João de Meriti e Japeri, Queimados é mais um município que se desmembrou de Nova Iguaçu. E sua história se confunde com a de Iguassú.

Iguassú era um município composto pelas Freguesias de Nossa Senhora da Piedade do Iguassú (Nova Iguaçu), Nossa Senhora do Pilar (Dque. de Caxias), Santo Antonio de Jacutinga, São João Batista de Meriti e a Nossa Senhora da Conceição de Marapicu.

Por sua importância econômica, N.S.da Conceição de Marapicu recebia outro nome: Freguesia Perpétua.

A Estação de Queimados: Café, Chineses e as epidemias que assolaram a Colônia

Estação de Queimados

Em meados do século XVIII, a Estrada de Ferro Central do Brasil é construída para escoar a produção cafeeira que se expandia na região. Seu projeto previa a extensão de seus trilhos saindo da E.F Dom Pedro II até Nossa Senhora de Belém (Hoje Japeri). Para isso, foram contratados chineses para participar deste empreendimento.

Só que naquela época (mais precisamente em meados de 1855) ocorria um surto de malária e epidemia de cólera, o que ocasionou muitas baixas e acelerando o processo de construção da Estação de Queimados.

Mas, por que Queimados? O nome da cidade vem de um costume milenar dos chineses que trabalhavam na ferrovia: Queimar os seus mortos.

O povão que passava próximo ao local onde os chineses faziam este ato, costumava dizer: “vou pela estrada dos queimados…”. Outra hipótese é que no dia da inauguração do trecho ferroviário que levava até aquela localidade, Dom Pedro II escolheu o nome de improviso ao ver uma queimada nas imediações.

Desde 1833, a freguesia era um distrito eclesiástico, subordinada a Câmara da Cidade do Rio de Janeiro e sendo representada por um intendente da Vila de Iguassú. Distrito Eclesiástico era o polo irradiador de decisões e ações referentes à igreja em uma dada região. Um local de relativa importancia e que só poderia ser colocado como tal à partir de ordens de elementos mais graduados do clero romano.

De Distrito a Município

Centro de Queimados

De 1833 até 1911, a Freguesia…quer dizer, Distrito muda de nome: De Nossa Senhora da Conceição de Marapicu para Marapicu. Este foi alvo de disputa entre Marapicu e Queimados, sendo este último vencedor dessa disputa em 1924.

De 1924 até meados de 1990, Queimados era o 2º Distrito de Nova Iguaçu, até que em 1990 obtém a sua emancipação. Mas só três anos depois é instalado oficialmente.

Queimados também é conhecido pelo seu Pólo Industrial…Distrito Industrial de Queimados

Os Irmãos Guinle

Principal rua da cidade, a Avenida Irmãos Guinle remete a Família Guinle, que foi dona das terras na época da Freguesia de N. Sra. Conceição de Marapicu. Antes deles, foram proprietários das terras o Capitão-mor Manoel Pereira Ramos e sua mulher, que ergueram a capela que hoje é a Igreja de N.S. Conceição (Concluída em 1737), o Conde de Modesto Leal (Aquele da Gleba lá de Mesquita) e ao Conde de Aljesur. Parte dessas terras, foram vendidas a Dr. Guilherme Weinscheinck. Nela, nascia a Fazenda Queimados e hoje os vestígios dela são conhecidas como “Fazenda Fanchem” ou simplesmente “Fanchem”.

Como Chegar

Vindo do Rio de Janeiro: Seguir pela Rod. Presidente Dutra até o trevo de acesso a Queimados. De lá siga pela Avenida Vereador Marinho Hemetério de Oliveira até a Avenida Irmãos Guinle.

Linhas de Ônibus

Linave

Linave
606I Queimados x Vilar dos Telles
155I Nova Iguaçu x Queimados
605I Austin x Queimados

Fazeni

565I Queimados x Eng. Pedreira

Trans1000

440B Queimados x Central
520I Queimados x Cabuçu
515I Queimados x Campo Alegre

Gardel

640I Queimados x Eng. Pedreira (Via Belmonte)
645I Queimados x Eng. Pedreira (Via Dutra)

Nilopolitana

Nilopolitana

429I Queimados x Caxias

Abraço a você que visita o Blog de Turismo do Site da Baixada.

Texto: Luiz Antonio Doria e André Vasques (Consultoria Histórica)
Fotos: Luiz Antonio Doria, Acervo Estações Ferroviárias e Rodrigo Silva
Fonte: Biblioteca IBGE e Baixada Fácil

Bem-Vindo a São João de Meriti

Fala, meu povo!! Bem-vindo a São João de Meriti, cidade localizada a 20km da capital fluminense (É logo ali, depois de pegar a Via Dutra :D).

VIA SHOW

A cidade é muito conhecida por abrigar o Grupo JAL (Flores, Rio D´ouro, Real Rio, Ponte Coberta, Brazinha e Planalto, servindo as cidades de Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí), O Grupo Sendas, Shopping Grande Rio e a Casa de Shows VIA SHOW (foto acima).

A cidade também tem grande importância quanto ao mundo da moda, através do bairro de Vilar dos Teles, já conclamada como a Capital do Jeans.

O Blog de Turismo vai mostrar um pouco desta cidade que iniciou sua existência com um nome muito curioso: Trairaponga, São João Batista de Trairaponga.

De São João de Trairaponga a São João Batista de Meriti

E vamos voltar no tempo…Mais precisamente em 1645 quando surgia Trairaponga.

Trairaponga era composta por terras que hoje fazem parte dos municípios de Duque de Caxias e Nilópolis.

Com a construção de uma capela dedicada a São João Batista, Trairaponga passou a se chamar Freguesia de São João Batista do Trairaponga em 1647. Hoje, essa capela é a Igreja de Sta. Terezinha, no Bairro de Pque. Lafaiete em Duque de Caxias.

Até 1660, essa capela serviu como Igreja Matriz. Em 1708, uma nova capela é erguida na Zona Portuária do Rio Meriti (Sim…O Rio Meriti já foi navegável) e em 1747, uma nova igreja foi construída as margens do Rio Meriti. Com essa nova igreja, a Freguesia de São João Batista do Trairaponga agora é a Freguesia de São João Batista de Meriti.

Igreja Matriz de São João Batista

Em 1875, tendo como benfeitores a Princesa Isabel e as famílias tradicionais da localidade, dentre eles os Telles de Menezes e os Tavares Guerra foi erguida a atual Capela. Com a chegada dos padres franciscanos, em 1932, veio a ter características de Igreja Matriz. Mesmo com as reformas no período de 50 e 60, que causou a perda de algumas características arquitetonicas coloniais, sua beleza e seu apelo religioso permanecem intactas.

A Freguesia era a porta de entrada para a Baixada. Quem seguia para Iguassú, Tinguá e para as serras da região cafeeira do Vale do Rio Paraíba (para em seguida, ir para as Minas) deveria seguir por S.J.Batista de Meriti por um caminho. Hoje, esse caminho é a Estrada do Comércio.

Esta Estrada era a mais importante via de escoamento da produção de Iguassú e por ela se iniciou o processo de desenvolvimento da região. Até que em meados do Século XIX, houve o surgimento das estradas de ferro.

E a Freguesia virou Distrito…e o Distrito, Vila Virou!

Em 1833, São João Batista de Meriti era parte integrante da Vila de Iguassú, sede do município de Maxabomba (Hoje o município de Nova Iguaçu). A Freguesia de Meriti torna-se o 4º Distrito daquela localidade.

Foram tempos escassos para aquela região, que viu sua economia decair e ver sua população se mudar para as proximidades da estação de Meriti (Hoje Duque de Caxias).

Em 1892, com essa migração e pequeno comércio surgido nessa localidade surge a Vila de São João de Batista de Meriti.

São João Batista nos Trilhos

Estação Ferroviária de São João de Meriti

Por volta de 1898 vem o esticamento da “Linha Auxiliar” e da “Rio D’Ouro”. E com ela, a prosperidade volta para São João.

Inicialmente, a Estrada de Ferro Rio D’Ouro tinha como objetivo construir e cuidar dos reservatórios e do abastecimento de parte da cidade do Rio de Janeiro e foi aberta ao tráfego de passageiros em 1883. A seguir, vamos contar um pouco da história destas estações.

Estação de Agostinho Porto

A Estação de Agostinho Porto surgiu em 1926. O Bairro faz menção a um médico da localidade que morava por lá. Como o bairro tinha em abundância um certo tipo de Coqueiro, era denominada Coqueiros.

Em 1929, surgia a Estação de Vila Rosali. Rosali era o nome da esposa de Rubens Farrula (Com certeza, você já viu esse nome em algum lugar de Belford Roxo, né?). Ele foi o responsável pelo loteamento das terras junto a estação, que tinha um outro nome: Vila Alcântara.

Estação de Coelho da Rocha

Não se tem uma certa precisão de quando ela surgiu…mas, A Estação de Coelho da Rocha homenageia Manoel José Coelho da Rocha, que cedeu suas terras para passagem dos trilhos e colocação dos dutos. O próprio lutou para que o fim dessa cessão fosse para o transporte de passageiros.

Almerindo Coelho da Rocha, seu neto, herdou as terras que restou e se desfez dela, vendendo-a para loteamento.

Coelho da Rocha

E assim surgiu Coelho da Rocha: Seguindo os caminhos dos trilhos da E.F. Rio Ouro até Belford Roxo.

Oiiii, Óia o trem...

1947: Um ano marcante para São João de Meriti

O Ano de 1947 foi marcante para duas cidades: Nilópolis e São João de Meriti. Mas antes de falar sobre a emancipação, vamos ao ano de 1916.

Em 1916, o povoado da Antiga “Fazenda São Matheus” se desmembra de São João Batista de Meriti tornando-se este povoado o 7º Distrito de Iguaçu (O que viria a ser a cidade de Nilópolis). Mas, parte da antiga São Matheus ainda pertence a São João de Meriti.

Em 1943, a Vila de S.J.B.de Meriti passa a ser distrito de Duque de Caxias, emancipada no mesmo ano. “Vila Meriti” era o 2º Distrito de Duque de Caxias.

E quatro anos depois, veio a emancipação da Vila Meriti que agora passou a se chamar SÃO JOÃO DE MERITI.

VILAR DOS TELES, A CAPITAL DO JEANS

O Cruzamento entre a Presidente Lincoln e a Comendador Teles, principais vias de acesso ao bairro.

Não se sabe ao certo quando foi que ela ganhou esse título, mas é certo que por volta dos anos 80 Vilar dos Teles era o canto mais procurado para se comprar jeans de qualidade e a um preço em conta. Podemos dizer, que Vilar dos Teles era a “Rua Teresa” de São João de Meriti.

Mas, no final dos anos 90 a região foi perdendo investimentos e força. Mas, atualmente ela ainda mantém o seu potencial da moda e comercial: Há muitas lojas relacionadas a moda e costura na região.

Mas, já que falamos do Vilar…vamos falar sobre a dona do Vilar.

Família Telles de Menezes e o Comendador Teles.

Começamos no Século XI, mais precisamente em Portugal, quando três membros desta família se deslocaram para o Brasil no século XVI, incumbidos pela Coroa de participarem da resistência as invasões francesas no litoral brasileiro.

Primeiramente, se instalaram na Bahia, onde tiveram papel de destaque em todo período colonial. Diogo Lobo Telles de Menezes, um dos três irmãos, veio para o Rio de Janeiro, tornando-se o precursor da família no Estado.

A família crescia e se consolidava como uma das mais prestigiosas na Corte, em especial pelas figuras do Juiz Francisco Telles Barreto de Menezes, e Francisco Pinto da Fonseca Telles, também conhecido como Barão da Taquara (Um dos grandes responsáveis pela expansão das terras que viriam a ser o bairro de Jacarepaguá. Por diversas benfeitorias é cognimado “O Patriarca de Jacarepaguá”)

Por volta de 1700, a família já era proprietária de terras em toda Capitania, aparecendo como sesmeira na antiga freguesia de São João de Meriti, sob a liderança de Luiz Telles Barreto de Menezes. Seu filho Pedro Antônio já nasceu em terras meritienses, sendo mais tarde o responsável pela compra de uma grande área que viria a formar o Engenho do Barbosa, mais tarde Fazenda dos Telles (Hoje Vilar dos Teles, Coelho da Rocha e parte do município de Duque de Caxias).

Em 1864, toda a propriedade tinha 453 alqueires de terra, constituindo a propriedade do Comendador Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes.

O Comendador Pedro Antônio Telles Barreto de Menezes era Cavaleiro da Ordem de Cristo, subdelegado e juiz de Paz da Freguesia de Meriti, proprietário na Corte e fazendeiro no município de Iguaçu. Foi condecorado com a Imperial Ordem da Rosa, no grau de Comendador e ocupou o cargo honorífico de Delegado de Capitania.

SÃO MATEUS: O Berço do Samba Meritiense

São Mateus

O Bairro de São Mateus é lembrado aqui por sediar a G.R.E.S Unidos da Ponte. Escola de Samba tradicional do cenário do samba carioca fundada em 1952 pelas famílias Macário e Oliveira, começou a desfilar pelas ruas de São João de 1954 a 1956, ganhando as ruas do Centro do Rio a partir de 1959.

Em 1983, a quadra da escola sendo transferida para o Centro de São Mateus e no mesmo ano ela ascendeu para o Grupo Especial de onde saiu em 1989. Atualmente, ela desfila pelo Grupo de Acesso B.

Sambando nos trilhos!!!!

Na foto acima, vemos que a Quadra da escola se localiza no antigo prédio da E.F. de São Mateus. A Estação foi inaugurada em 1910, pertecendo a Linha Auxiliar que começava em Costa Barros e terminava em Tomazinho, já em solo meritiense.

Os trens que paravam por lá foram suspensos em 1970 e o ramal, extinto em 1993. De 1920 a 1931, ela tinha o nome de Galdino Rocha.

Mas, São Mateus não é só samba: Foi no Bairro que nasceu um grande grupo empresarial. Foi na Rua Sargento Monsores que começou o que viria a ser o Grupo SENDAS com o Armazém Transmontano, pertencente ao comerciante Comendador Manoel Sendas, que era ajudado pelo seu filho Arthur Sendas.

Os Três Poderes em um só lugar

Praça dos Três Poderes

Em São João de Meriti, os três poderes se reúnem em um só lugar: Em Jardim Meriti, na Praça dos Três Poderes (foto acima).

Prédio da Prefeitura de São João de Meriti.

Próximo a prefeitura, temos a Câmara Municipal…

Câmara Municipal

Fórum

…e o Fórum da cidade. Tão próximos fisicamente e tãããão distantes da realidade meritiense.

VILA NORMA E ITINGA

Esses dois bairros ficam praticamente “coladas” uma a outra: São praticamente irmãs. E por estas bandas também tem outros pequenos bairros como Gato Preto e Jurandy.

Vila Norma faz divisa com os Municípios de Nilópolis e Mesquita, este último através do Bairro Cosmorama (Como já vimos, fica em Mesquita) e mais pra frente temos o Estádio Giulite Coutinho, casa do América.

A Itinga (Em tupi-guarani, “água branca”) de outrora é nada mais que o bairro de Éden, dizia-se na época que na localidade havia uma bruxa que aparecia em noites de lua cheia visando a desocupação para especulação imobiliária…Mas, o resultado foi outro: A companhia responsável não conseguiu vender um lote sequer! Então, como estratégia, mudou-se o nome da localidade remetendo ao “Jardim do Paraíso”.

Sua principal via de acesso é a Avenida Doutor Délio Guaraná e possui um Terminal Rodoviário que possui uma linha municipal e uma intermunicipal. Próximo a esse Terminal, há os trilhos do que foi a Antiga Estação Ferroviária de Éden…Hoje a Estação nada mais é do que uma lembrança, pois o prédio já não existe mais e a sua linha é utilizada pela MRS Logística.

João da Santa e a Igreja de Santa Rita do Luziê (ou Lezuê)

Escondida no “miolo” de Vilar dos Teles, essa igreja nos conta uma história de fé: Conta que por volta de 1953, João Pereira da Silva, o “João da Santa”, recebeu um aviso de vozes estranhas, para ir ao mar, dirigiu-se ao cais do Porto do Rio de Janeiro, alugou uma embarcação, para conduzir até a Baia da Guanabara, lá chegando ao meio dia, João ouviu os sinos das Igrejas. Repentinamente o mar revoltou-se fazendo remanso em volta da pequena embarcação. João suspendeu-se e ficou olhando para a terra, notou alguma coisa em suas mãos.

João olhou e disse: “apareceu uma Santa jogada pelo mar em minhas mãos. Neste momento de aflições, o dono da embarcação, João de Mello, estava muito doente de seus olhos, e foi logo curado”. Daí ele trouxe a santa para São João de Meriti, onde morava no Vilar dos Teles, foi perseguido, mas apesar de tudo resistiu. E o tempo passou…A Igreja ainda está firme e forte.

Como Chegar

São João x Vilar dos Teles

Vindo do Rio de Janeiro: Seguindo pela Avenida Brasil até o acesso a Via Dutra. Daí é só pegar o acesso próximo a Garagem da Flores, na Via Dutra. Para quem quiser ir a Vilar dos Teles, só seguir deste ponto pela Av. Automovel Clube até o distinto bairro. Caso queira seguir para o Centro, pelo mesmo ponto só que pelo sentido contrário.

Vindo de São Paulo: Seguir pela Presidente Dutra até o acesso próximo a garagem da Flores. De lá, é escolher qual caminho seguir: Vilar dos Teles ou Centro de São João.

Linhas de Ônibus

Transportes Flores

Transportes Flores

110 I S.JOÃO x CAXIAS (Via JD. METRÓPOLE)
109 I S.JOÃO x CAXIAS (Via V.TELES)
108 I S.JOÃO x CAXIAS (Via MATADOURO)
136 I N.IGUAÇU x CAXIAS (Via V.TELES)
438 I J.BOTÂNICO x CAXIAS
715 L J.REDENTOR x CASCADURA
738 L J.BOTÂNICO x CASCADURA (Via PREFEITURA SJM)
736 L J.BOTÂNICO x CASCADURA (Via Pça. DA BANDEIRA)
734 L VILA NORMA x CASCADURA
713 L CASCADURA x ÉDEN
473 B COELHO DA ROCHA x PÇ. XV
474 B COELHO DA ROCHA x CENTRAL
471 B PÇ.BANDEIRA x CENTRAL

MAGELI

MAGELI

512B Vilar dos Teles x Central
514B Eden x Central
Vilar dos Teles x Praça Mauá

Auto Viação REGINAS

Auto Viação Reginas

417C Vilar dos Teles x Central
427C Vilar dos Teles x Praça XV
418C Jardim Redentor x Praça Mauá (Via Jd. Metrópole)
739L Vilar dos Teles x Cacuia (Ilha do Governador)

Nilopolitana

429I Queimados x Caxias, passando por alguns bairros de São João como Jardim Sumaré, Jardim Iris, Jardimn Botânico, Vilar dos Teles, Agostinho Porto, Vila Norma e Éden.

Trans1000

516 I Nilópolis x Km 2.5 (Shopping Grande Rio)

Linave

606I Queimados x Vilar dos Teles

Santa Terezinha

107I Nilópolis x S.João /Pavuna
437I Nilópolis x Coelho da Rocha

MASTER Transportes Coletivos

521B Coelho da Rocha x Central

Expresso Mangaratiba

451T Duque de Caxias x Campo Grande (Via Eden)

Beira Mar

141I São João x Caxias (Via Shopping Grande Rio/Sendolândia)

Vila Rica

562I Austin x Pavuna
756L Morro Agudo x Pavuna (Via Cosmorama)

Abraços e obrigado pela sua visita ao Blog de Turismo!

Texto e Fotos: Luiz Antonio Doria
Fontes:IPAHB e Estações Ferroviárias

Fala meu povo! E depois de falarmos da Fazenda que virou a cidade de Nilópolis e das terras do Barão José Jeronymo de Mesquita, o RELATOS DE VIAGEM ETC vai falar sobre Itaguaí, cidade distante 73Km da Capital.

O Título deste post indica o primeiro nome da cidade: Vila de São Francisco de Itagoahy, que surgiu após o extermínio da Tribo Y-Tinga. Vamos conhecer Itaguaí e a sua história.

A Tribo Y-Tinga: Os primeiros habitantes de Itaguaí

Em Meados do século XVII, Martim de Sá pretendia construir um entreposto na região. Para isso, atraiu para o morro da Cabeça Seca os índios da tribo Jaguaramenon. O tempo passou e os missionários se mudaram para a Fazenda de Santa Cruz (O que hoje é o Bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro) e deixaram o povoamento indígena que se denominou Itaguaí (Em tupi, Lago de Pedra em virtude das águas barrentas dos rios da região entre os Rios Itaguaí e Itingussu).

José Pires Tavares e a Proteção que não chegou

A Tribo Y-tinga cresceu e prosperou,tendo vários embates contra a colonização Jesuíta. Em um desses conflitos, um índio de 10 anos foi ferido e capturado pelos portugueses. Após ser batizado, recebeu o nome José Pires Tavares.

Aos trinta anos, casado com uma índia, seguiu para Portugal com o objetivo de conseguir uma carta de proteção para a aldeia Y-tinga junto a Coroa Portuguesa e foi recebido por D.Maria I no Paço Imperial. Mas, enquanto isso…

…Os colonos da Fazenda de Santa Cruz já sabendo da alta probabilidade de seu sucesso em Portugal, não perderam tempo: Na ausência de Tavares, engendraram um forte ataque a aldeia não poupando homens, mulheres e crianças. Os sobreviventes foram amarrados em barcos com furos e lançados ao mar, morrendo afogados.

Quando José Pires Tavares voltou, a tal carta de proteção não possuia validade, pois não havia mais o que proteger: A Tribo Y-tinga havia sido extinta!

Da Vila de São Francisco de Itagoahy a Itaguaí

Em 1718, iniciou-se a construção de um templo dedicado a São Francisco Xavier.

Esse templo foi concluído em 1729 e hoje é a Matriz de Itaguaí. Em 1795 Itaguaí é elevada a Paróquia e em 1818, foi elevada a vila: A Vila de São Francisco do Itagoahy.

Chafariz Municipal. Foi aqui que D.Pedro I saciou e alimentou seus cavalos

No caminho para proclamar a independencia do Brasil, Dom Pedro I pernoitou na vila, pois esse era o caminho normal para se chegar a São Paulo. Após a independencia do Brasil, a vila desenvolveu forte vocação para a agricultura (Chegou a ser considerada maior produtora de milho, laranja, quiabo, goiaba e banana do país) mas enfrentava problemas de saúde pública herdados do período de sua instalação como a febre palustre.

Até 1833 Santa Cruz era parte integrante da cidade, quando foi desligada e integrada a cidade do Rio de Janeiro (Para se ter uma idéia, a Vila de São Fco. de Itaguaí compreendia a Freguesia de Marapicu, o Ribeirão das Lajes e a Freguesia de Mangaratiba)

Em 1910, foi inaugurada a Estação Ferroviária da cidade e até meados de 1980, ela fazia o embarque/desembarque de passageiros quando a RFFSA susoendeu esse serviço para estações além de Sta. Cruz. Hoje abriga a Casa de Cultura e a Biblioteca Municipal Machado de Assis.

Com o progresso vindo pelos trilhos, Itaguaí foi se desenvolvendo e em 1950 a industrialização marcou presença na cidade com a construção de fábricas como a Ingá (Extração de Zinco)…

…NUCLEP (Materiais Termonucleares) e outras advindas da Zona Industrial de Santa Cruz.

Em 1960, veio a primeira separação: Paracambi, seu 3º distrito se torna um município e em 1997, Seropédica também se torna um município (Com Serópedica travou uma batalha judicial pelo território do bairro Piranema).

Além dessas perdas territoriais, Itaguaí também perdeu parte de sua extensão territorial para Mangaratiba e a cidade do Rio.

O Porto de Itaguaí

Inicialmente, o Porto era denominado PORTO DE SEPETIBA, devido a sua localização geográfica: Na Baía de Sepetiba. Mas, depois de uma forte campanha pela mudança de nome e de um projeto de lei sancionado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, O Porto de Sepetiba agora é PORTO DE ITAGUAÍ.

Inaugurado em 1982, o Porto de Itaguaí apresenta uma retroárea de 10 milhões de metros quadrados de área plana, um canal de acesso com até 20m de profundidade e cais de acostagem em águas abrigadas, com infra-estrutura logística industrial e tecnologia em telecomunicações e suprimento, acessos multimodais e facilidades de transportes.

Itaguaí HOJE

Devido ao desenvolvimento e a importância econômica, Itaguaí hoje se denomina A CIDADE DO PORTO e a porta de entrada para quem quer desfrtar das belezas da Costa Verde. Mas, também não deixa por menos. Acima, a Praça Barão de Tefé (1837 - 1931), Ilustre Itaguaiense que teve uma brilhante carreira na Marinha do Brasil se destacando pelas ações empreendidas na Batalha Naval do Riachuelo, em 1865.

Outro ilustre itaguaiense foi Quintino Bocaiuva.

Quintino Antônio Ferreira de Sousa Bocaiúva (1836-1912) foi um jornalista e político brasileiro, conhecido por sua atuação no processo da proclamação da República (O único civil a cavalgar ao lado de Benjamin Constant e do Marechal Deodoro da Fonseca, com as tropas que se dirigiram ao quartel-general do Exército brasileiro, na manhã da proclamação da república). Como político, foi o primeiro ministro das relações exteriores da República, de 1889 a 1891, e presidente do estado do Rio de Janeiro, de 1900 a 1903. Detalhe: Quintino faleceu no bairro que leva o seu nome (Antes Quintino era a Estação Cupertino e o homenageado morava numa chácara).

Como porta de entrada para a Costa Verde, Itaguaí também tem suas praias. Destaca se entre elas as praias da Coroa Grande, Vila Geni e a do Francês.

Além das praias, Itaguaí tem também uma Ilha…

…na verdade, era uma Ilha. A Ilha da Madeira tem esse nome em homenagem ao primeiro colono da localidade, um madeirense.

Como a Ilha era muito próxima a costa, essa distância foi aterrada e assim a ilha deixou de ser ilha…pelo menos, físicamente. A Ilha da Madeira tem como destaque a praia do Francês(uma das nove praias da ilha), grande concentração de pescadores e uma boa infra-estrutura, que permite a região ser conhecida pelos festejos de carnaval.

E a natureza também se faz presente através dos bairros de Mazomba e Ibituporanga, onde a natureza dá o ar de sua graça através de cachoeiras e fauna.

Recentemente foi anunciado o início simbólico das obras do Arco Rodoviário Metropolitano do Rio de Janeiro, obra que será de grande importancia para este município. Mas…tudo começou há trinta e quatro anos…Em 1974, quando o DER-RJ apresentou o projeto da RJ-109.

Originalmente, ela começaria no outrora Porto de Sepetiba, passando por Seropédica (BR-465, antiga Rio-SP), Nova Iguaçu, Belford Roxo, Dque. de Caxias (Capivari) até o entroncamento com a BR-493, seguindo por Magé, Guapimirim até Itaboraí.

Projeto da RJ-109(Arco Rodoviário) em 2002. Fonte: DNIT

De acordo com um mapa de 2002 do estado(detalhe acima), ele começa após a reta de Piranema, já adentrando pela BR-465(Seropédica) e passa por Queimados, Nova Iguaçu e Caxias até o entroncamento com a BR-116/BR-493 seguindo por Magé e Guapimirim até Itaboraí.

Projeto da RJ-109 (Arco Rodoviário) em 2006. Fonte: DER-RJ

Mas, tem um mapa de dois anos atrás que indica que o arco passa por Seropédica, Japeri(?!?), Nova Iguaçu e vai direto pra Caxias (Mais precisamente pela Cidade dos Meninos) até o entroncamento da BR-493, passando por Magé e Guapimirim.

Como Chegar

Vindo do Rio de Janeiro: Seguir pela Avenida Brasil direto até o acesso a BR-101 Sul (Rio - Santos). Daí por diante é seguir até o trevo de Itaguaí.

Linhas de Ônibus

441B Itaguaí x Central (REAL RIO)
739P Campo Grande x Ilha da Madeira (REAL RIO)
Seropédica x Itaguaí (REAL RIO)
Caxias x Itaguaí (Expresso Mangaratiba)
460S Barra da Tijuca x Itaguaí (Pégaso)

Vindo de São Paulo:

Há duas opções: A primeira é vir pela Rodovia Presidente Dutra até Seropédica pelo distrito de Águas Lindas, seguindo pela BR-465 e a Reta de Piranema(RJ-099). A segunda é pela Rio - Santos.

Linhas de Onibus

São Paulo x Itaguaí (Reunidas Paulista) - Todos os Dias, saida às 22:00.

Abraço e obrigado pela sua visita ao Blog de Turismo do Site da Baixada.

Sua opinião é bem-vinda! Escreva para viajantedoria@gmail.com

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Luiz Antonio Doria. Foto do Chafariz municipal extraída de O Portal.ORG
Fonte Histórica: Wikipédia, Cidade do Rio e Estações Ferroviárias.
Bibliografia: Municípios em destaque - Estado do Rio de Janeiro

Fala, meu povo! Hoje o RELATOS DE VIAGEM ETC vai mostrar um pouco mais da “Caçulinha da Baixada Fluminense”, vamos falar um pouco sobre Mesquita. Localizada a 34 Km da Capital, a cidade teve seu povoamento há 500 anos, quando era habitada por “jacutingas”, apelido dado aos índios pelos colonizadores. Acredita-se que o nome possivelmente surgiu porque se enfeitavam com penas de jacu branco (um tipo de ave parecida com a galinha e muito comum na região naquela época).

Bem-Vindos a Mesquita

O Início da decadência dos Jacutingas

A decadência dos jacutingas começou quando passaram a participar, junto com outras nações indígenas, de um movimento chamado Confederação de Tamoios. O motivo deste movimento foi a revolta dos índios diante da ação violenta dos portugueses, provocando mortes e escravidão.

Na língua do Tupinambás “Tamuya” quer dizer “o avô, o mais velho, o mais antigo”, por isso essa Confederação de chefes chamou-se Confederação dos Tamuya, que os portugueses transformaram em Confederação dos Tamoios.

A guerra entre índios e portugueses, seguida de doenças, contraídas pelo contato com o branco, dizimou centenas de índios, que lutaram para resistir à escravidão. O bairro de Jacutinga é o único em toda a Baixada Fluminense que ainda preserva a memória dos valorosos indígenas.

Os Laranjais do Engenho da Serra da Cachoeira

Fazendo uma viagem de volta ao tempo descobriremos que as terras de Mesquita já foram verdes e laranjas: verde dos canaviais, depois a cor que passou a predominar foi a dos laranjais. Por volta de 1700 um engenho já funcionava na descida da Serra da Cachoeira, produzindo açúcar e aguardente com mão-de-obra escrava.

O engenho era situado onde hoje temos o Parque Municipal e seu proprietário era o Capitão Manoel Correa Vasques. As terras de Cachoeira passaram por vários donos, até que foram parar nas mãos de Jerônimo José de Mesquita, o primeiro Barão de Mesquita, e, mais tarde, nas mãos de seu herdeiro, Jerônimo Roberto de Mesquita, que viria a ser o segundo Barão de Mesquita (O seu avô, o Conde de Bonfim era dono das terras que viriam a ser o que hoje é Nilópolis).

A Estrada de Ferro e o início dos loteamentos

Estação de Mesquita (Antes Barão de Mesquita)
Estação de Mesquita (Antes Barão de Mesquita)

Em 1884, quando a Estrada de Ferro chegou às terras, a parada de trem passou a se chamar Barão de Mesquita (Nome que permaneceu até 1910). Nessa época as fazendas começaram a não dar mais lucros, principalmente por conta da abolição dos escravos, e a fazenda da Cachoeira foi vendida e transformada em chácaras de plantio de laranjas. No início do século XX surgiram as olarias, atraídas pela qualidade do barro e por áreas alagadas da região.

Durante muitos anos a paisagem de Mesquita foi formada por laranjais, olarias e poucas residências. Por volta de 1940 a população atingia cerca de 9.109 mil habitantes, mas a decadência na produção de laranjas provocou a venda das chácaras e começaram a surgir os primeiros loteamentos, entre o pé da Serra e a Estrada de Ferro.

No final da década de 40 e início dos anos 50 começaram a se estabelecer, em Mesquita, fábricas que ajudaram a impulsionar a economia da região: BRASFERRO, metalúrgica de grande porte, a IBT, também metalúrgica e a PUMAR, indústria de sombrinhas.

O sonho pela independência, o sonho da emancipação

Mesquita começou a sonhar com a sua emancipação a partir da década de 90, certo? Errado! O sonho era acalentado pelos mesquitenses há muito tempo…

Em 1952, com o desenvolvimento economico proveniente das fábricas, Mesquita passou a ser o quinto distrito do município de Nova Iguaçu, formado inicialmente pelos bairros de Presidente Juscelino, Edson Passos, Banco de Areia e Chatuba.

O primeiro movimento pela emancipação da cidade surgiu no início da década de 50. Há registros de reuniões datadas de 1957, aliás, a primeira reunião realizou-se na sede de um antigo clube de futebol mesquitense, “Sete de Setembro”, na atual Rua Maria Mendes Vecchi, Centro de Mesquita.

O movimento pela emancipação de Mesquita está no topo de uma série de outros que surgiram no mesmo período, como o de Nilópolis e São João de Meriti, que se tornaram municípios em 1947. Um dos grandes fatores foi à edição da Constituição Brasileira de 1946 que garantiu, pela primeira vez, a repartição de receitas federais, incluindo os municípios.

Mas a tentativa de 1957 não foi avante. O processo que tornaria Mesquita um município desapareceu no caminho entre a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de janeiro e o Palácio do Governo do Estado, que ficava em Niterói.

Tempos de abertura política, hora de voltar a sonhar…

Em 1980, com os “tempos de abertura” que movimentam o País, o movimento pela emancipação da cidade volta com iniciativas concretas (realização de plebiscitos). Mesquita passa a nortear seus rumos através de movimentos organizados, principalmente com associações de moradores. Quando a discussão ressurge, necessariamente, ela passa pelas lideranças que compõem o movimento social e político, revelando posições pró e contra a emancipação.

Em 06 de setembro de 1987, vinte anos após o primeiro movimento, Mesquita vai às urnas tentando novamente se emancipar. Mas o plebiscito não consegue um quorum exigido por lei.
Em 28 de novembro de 1993 a tentativa é feita novamente. Desta vez, a propaganda em favor da emancipação é “recheada” com a injeção de dinheiro dos políticos. Mas, novamente o quorum não é alcançado. O movimento, porém, não se dispersa e, em 26 de novembro de 1995, acontece o terceiro plebiscito. Agora, marcado por uma divulgação maior, tanto nos meios de comunicação, como no meio da população.
Segundo relatos de moradores que participaram ativamente nesse processo, o dia do plebiscito foi uma festa, apagada no final da noite quando o Tribunal Regional Eleitoral, responsável pela apuração, proclamou o resultado: cerca de 44 mil eleitores votaram, porém o quorum exigido era de 48 mil eleitores.
A partir daí, uma verdadeira batalha judicial foi travada e, após quatro anos, Mesquita foi elevada à categoria de cidade, no dia 25 de setembro de 1999.

Mesquita Hoje

Atualmente, a cidade cresce a olhos vistos. Vamos conhecer um pouco sobre os bairros de Mesquita. A principal entrada da cidade é pela Avenida Getúlio de Moura.

Getúlio de Moura foi o Engenheiro responsável pela expansão férrea na Baixada Fluminense. Por esse grande feito, a Avenida que margeia as estações de Nilópolis, Olinda, Edson Passos e Mesquita leva o seu nome.

Edson Passos e Chatuba

Praça Darcy Ribeiro (Foto 01)

O nome do bairro homenageia o Engenheiro Edson Passos. Edson Passos foi Secretário de Obras e Viação no governo de Henrique Dodsworth, prefeito do Rio de Janeiro entre 1937 e 1945 (na época, o Districto Federal).

Estação de Edson Passos

A estação de Edson Passos era originalmente uma parada para desembarcar os bois já num curral; dali seguiam para um matadouro (esse local ainda é conhecido por Matadouro, na divisa entre os municípios de Nilópolis e Mesquita).Para quem descia na estação de Édson Passos, o pessoal gritava: “vai descer o boi!”, e isso muito tempo depois em que o desembarque de gado já não ocorria.

Além de Edson Passos, a Chatuba é outro bairro que faz fronteira com Nilópolis. Abriga os sub-bairros de Fabrica de Pólvora, R. da Serra (referencia clara a Inácio Serra, o homem que proporcionou a primeira festa em louvor a padroeira de Nilópolis) e Delamare. Sua principal via é a Rua Batista das Neves(Rua que tem três nomes: João Evangelista de Carvalho, Almte. Batista das Neves e Avenida União. A primeira, em Nilópolis. Os outros nomes já são parte de Mesquita.)

Banco de Areia, Rocha Sobrinho e BNH

Pela Av. Governador Celso Peçanha, vamos falar um pouco sobre esses três bairros. Celso Peçanha governou o estado do Rio de Janeiro entre 1961 e 1962, após o falecimento de Roberto Silveira. Não sei ao certo a origem do nome do Bairro, mas se presume que em alguma época do Brasil-Colônia havia algum Banco de Areia próximo as terras dos índios Jacutingas.

Em Rocha Sobrinho, temos a Estação Ferroviária que pertenceu a Linha Auxiliar (Que começava em Alfredo Maia (Estação que ficava nas proximidades do que hoje é a Barão de Mauá, atual Leopoldina) e ia até Japeri, também possuindo variantes da Alfredo Maia indo até São Matheus, em São João de Meriti e/ou Belford Roxo). Desde 1970, ela não é utilizada para transporte de passageiros e atualmente se encontra sob a custódia da MRS Logística.

BNH fica colada a Rocha Sobrinho. E para quem pensa que o nome tem ligação com o Banco Nacional da Habitação, engana-se.

Torre da Olaria BNH
BNH é o nome de uma olaria que funcionava na localidade. E o que restou de sua existência foi a torre da mesma.

Outra empresa conhecidíssima da região é Ludolf & Ludolf, que se estabeleceu na margem direita da estação e que se aproveitou do barro das regiões alagadas da região para fabricar telhas e tijolos, ajudando a construir esta e outras cidades da Baixada.

Mesquita e o Futebol

Mesquita é uma cidade onde o futebol tem vez. E isso podemos comprovar com a permanência do principal clube da cidade na Primeira Divisão do Futebol Carioca.

O Mesquita F.C. foi fundado em 09-05-1920 e a sua casa é o Estádio Nielsen Louzada, mais conhecido como o Louzadão, no bairro de Vila Emil.

O Mascote do Mesquita Futebol Clube é o Tubarão. E dá-lhe TUBARÃO na primeira divisão!

“Hei de torcer, torcer, torcer…Hei de torcer até morrer, morrer, morrer…” E o América morreu na praia: O Diabo, como é conhecido, caiu para a segunda divisão carioca. Mas, estamos torcendo para que em 2009 ele retorne a primeira divisão.
Estádio Giulite Coutinho - Bilheteria

Inaugurado em 2000, o Estádio Giulite Coutinho é o “Lar doce lar” dos rubros.

Estádio Giulite Coutinho

Giulite Coutinho foi presidente da CBF, além de Grande Benemérito do América. O Estádio fica na Rua Cosmorama.

Potiguar é o gentílico de quem nasceu no belo estado do Rio Grande do Norte, cuja capital é Natal. Potiguar também é o nome de três times de futebol desse estado: Tem o Potyguar de Currais Novos, Potiguar de Mossoró e Potiguar de Parnamirim.

E Mesquita também tem o seu Potyguar…
Bem-Vindos ao Estádio do Potyguar!

Pela Avenida Brasil, indo lá pra Coréia e pro Parque Municipal da cidade, está localizado o Potyguar de Mesquita.

Estádio do Potyguar F.C. de Mesquita

O Centro de Mesquita

É no centro de uma cidade que tudo acontece, onde todos os grandes acontecimentos se desenvolve…e em Mesquita não é diferente!


Então, vamos começar pela Praça Secretária Elizabeth Paixão.

Palco de tudo que se passa no Centro de Mesquita, a Praça também é ponto final de algumas linhas que ligam Mesquita a outros municípios da Baixada como Nilópolis e Nova Iguaçu. Concentra a maior parte do comércio local e abriga um espaço dedicado ao cinema brasileiro: A Sala de Cinema Zelito Viana, onde há sessões gratuitas de quinta a domingo as 16 e 19 horas.

A praça é uma homenagem a Elizabeth Paixão, que contribuiu para o engrandecimento de Mesquita. E próximo a essa praça fica a Rua Manuel Duarte (1877-1944), presidente do Estado do Rio entre 1927 e 1930. Durante seu governo foi proclamada a segunda constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1928.

E mais adiante, onde essas escadas irão nos levar?

Igreja de Nossa Senhora das Graças

A Paróquia de Nossa Senhora das Graças. Dia 27 de novembro se comemora o dia da Padroeira da cidade e neste ano, ela faz 60 anos. A Data é Feriado municipal. Detalhe para a frase em latim.

“Deo in Honorem Beatae Mariae Virginis Dedicatum: “Deus em Honra à Dedicada e Bem Aventurada Virgem Maria.” Essa frase é muito comum em algumas igrejas, não propriamente à Virgem Maria mas à qualquer outro que tenha se dedicado às causas santas e esteja nesse momento nos céus.

O Caminho para a Gleba

Caminhando pela Avenida Brasil, se chega a Gleba Modesto Leal. O caminho é só pra quem tem disposição.

Caminho para a Gleba - Foto 01

Caminho para a Gleba - Foto 02

Apesar de belas paisagens, a prefeitura fica devendo uma estrutura melhor para o parque: Placas indicativas não são o suficiente para anunciar este que deveria ser um dos principais pontos turísticos da cidade. É preciso investir mais na infra-estrutura e segurança dos visitantes da Gleba.

Caminho para a Gleba - Foto 03

Mas, a paisagem e a natureza presente valem a pena!

A Gleba Modesto Leal fica no Maciço do Gericinó, entre as serras de Madureira e do Mendanha. Abriga um vulcão extinto com 72 milhões de anos virando atração para os curiosos.

O casarão destinado ao Centro de Visitantes foi sede de fazenda no século XIX e é considerado o prédio mais antigo de Nova Iguaçu. Para sua construção, com paredes de taipa-de-pilão e alicerces de pedra, foi usada a madeira tapinhoã, extinta há mais de 150 anos.

Criado em 1998 para proteger a fauna, desde então sua beleza vem atraindo as pessoas que procuram tranqüilidade em meio à natureza. Lagos naturais, jequitibás, jacarandás, samambaiaçus, cedros, ipês, cachorro-do-mato, preguiças, saguis, tudo isso compõe a bela paisagem que o parque oferece. A Gleba fica aberta de terça a domingo das 8:00h às 16h.

Mesquita Amanhã

“Como será amanhã? Responda quem puder O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser…” Espero que o meu, o seu, o nosso amanhã seja maravilhoso em todos os sentidos. E o de Mesquita?

Prefeitura de Mesquita

Esperamos também que seja cheio de progresso e muita paz! E que o CENTRO ADMINISTRATIVO da cidade esteja ajudando muitos mesquitenses. Há planos de que o prédio da Prefeitura funcione nos moldes do Centro Administrativo de grandes capitais, como o do Rio de Janeiro. Atualmente, funcionam algumas autarquias por lá (O Tênis Clube de Mesquita também serve para uso da Câmara de Vereadores da cidade).

Como Chegar

Vindo do Rio de Janeiro: Há duas formas:

1)Pegar a Avenida Brasil até o acesso de Deodoro, no acesso a Av. Marechal Alencastro, passando por Ricardo de Albuquerque e Anchieta. Chegando em Nilópolis, siga pela Avenida Getúlio de Moura direto.

2)Pegue a Avenida Brasil até o acesso a Rodovia Presidente Dutra. Siga por essa rodovia até o acesso a Belford Roxo. Entrando na Avenida Carvalhaes e dobrando a esquerda se chega a Avenida Coelho da Rocha. Siga por essa rua e dobre a direita adentrando pela Rua Governador Celso Peçanha seguindo direto até a Baronesa de Mesquita. Da Baronesa de Mesquita pega-se um retorno para se cruzar a linha férrea através de um viaduto, chegando a Avenida Getúlio de Moura.

Linhas de Ônibus

Trans1000

005 Mesquita x Praça Mauá
478B Mesquita x Central
651 Mesquita x Pavuna

N.S.Penha

Todas as suas linhas passam por Mesquita:
540L Nova Iguaçu x Ricardo (Via Mariopolis)
541L Nova Iguaçu x Cascadura
542L Nilópolis x Cascadura
543L Nova Iguaçu x Méier (VIA ENGENHÃO)
544L Nova Iguaçu x Méier (VIA NORTE SHOPPING)
546L Nova Iguaçu x Pça Seca
432L Nova Iguaçu x Bangu
551L Nova Iguaçu x Penha (VIA OLIMPO)

Ponte Coberta

705P Edson Passos x Bangu e as linhas que saem de Nilópolis também servem a cidade

Expresso Mangaratiba

Caxias x Itaguaí
Caxias x Km 32

Expresso São Francisco (INTERMUNICIPAIS)

439I Nilópolis x Mesquita

Mirante/Vila Rica (Intermunicipais)

220I Nova Iguaçu x Mesquita (Via Av. Brasil)
675I Nova Iguaçu x BNH
751L Morro Agudo x Pavuna (Via Cosmorama)

Nilopolitana

429I Queimados x Caxias
716L Cdor. Soares x Cabral

Alto Minho

Vila Emil x Austin
Nova Iguaçu x Jacutinga
Nova Iguaçu x Belford Roxo (Via Cosmorama)

Rio Minho

140D Nova Iguaçu x Niterói (Passa por Nilópolis e Mesquita. Detalhe: Via São João)

Vindo de São Paulo: Pegar a Rodovia Presidente Dutra até o acesso a Via Light. Da Via Light, seguir até o acesso a Rua Governador Celso Peçanha. Pela Rua Governador Celso Peçanha seguindo direto até a Baronesa de Mesquita. Da Baronesa de Mesquita pega-se um retorno para se cruzar a linha férrea através de um viaduto, chegando a Avenida Getúlio de Moura.

Linhas de Onibus

Pegar um ônibus para o Rio/Niterói (1001, Expresso Brasileiro, Expresso do Sul, Itapemirim) ou Nova Iguaçu/Caxias (Itapemirim, Expresso Brasileiro, 1001) e desses locais pegar um ônibus até Mesquita
080422_125243.jpg

Agradeço a Equipe da MRS Logística que permitiu a sessão fotográfica da estação ferroviária de Rocha Sobrinho(Ailton, Inaldo e Sérgio, que não está na foto). O RELATOS DE VIAGEM ETC. agradece.

Abraço e obrigado pela sua visita.

Texto e fotos: Luiz Antonio Doria, com consultoria de André Vasques
Fonte Histórica: Prefeitura de Mesquita, Estações Ferroviárias e Wikipedia

“Sonhar com anjo é borboleta, pois com a Beija-Flor…Sonhar com rei é leão…” Foi com esse samba-enredo que a G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis subiu ao Grupo Especial no ano de 1976.

E na estréia do RELATOS DE VIAGEM ETC. no Site da Baixada, vamos falar sobre Nilópolis, essa cidade distante 32Km da Capital Fluminense e conhecidíssima pela ave da família Trochilidae e da ordem dos Trochiliformes…Falei difícil né?? Estou falando do simpático Beija-Flor.

Mas, como surgiu Nilópolis? É o que vamos contar!

A Capitania de São Vicente e a Fazenda de São Mateus

Nilópolis foi parte integrante da capitania hereditaria de São Vicente, que pertenceu a Martin Afonso de Souza, em 1531. Dividiu-se em sesmarias, doando grande parte a Braz Cubas, fundador de Santos, em São Paulo, constando 3.000 braças por costa do lombo do Salgado e 9.000 braças para dentro no Rio Meriti, correndo pela piaçaba de Jacutinga, habitada pelos índios jacutingas, em 1568. Nesta sesmaria incluía-se Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu e Caxias, até as fraldas do Gericinó que depois foram se transformando em novas sesmarias e grandes fazendas.

Em 1621 está área denominada Fazenda de São Mateus, veio a pertencer a João Álvares Pereira, com os limites até a cachoeira dos engenhos de Francisco Dutra e André São Mateus, entre a cachoeira (Rio Pioim) até a parte da Serra de Maxambomba (atual Nova Iguaçu).

A Capela de São Mateus: O último reduto da história nilopolitana

Em 1637 João Álvares Pereira manda construir a Capela de São Matheus, no alto da colina de Nilópolis, de barro batido (adobo) pelos índios e escravos alí existentes. Sucedeu a João Álvares Pereira, Diogo Pereira, certamente seu parente, até o ano de 1700, quando as terras passaram a pertencer a Domingos Machado Homem, cujo filho, o Padre Matheus Machado Homem, fica sendo o Pároco da Capela de São Matheus.

Placa alusiva a 4ª reforma que a Capela de São Mateus passou. Acima, foto da primeira restauração, ocorrida em 1747.

No ano de 1747, a capela de São Matheus é elevada a matriz de São João de Meriti, dando origem a cidade, e recebe a visita do Monsenhor Pizarro em 1788, atestando o uso como curada, portanto, pronta para os atos da fé cristã. E vamos conhecer uma ilustre figura que contribuiu para a história da cidade

Altar da Capela

Monsenhor Pizarro ou Monsenhor José de Souza Azevedo e Araújo Pizarro.
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 12 de outubro de 1753 e faleceu aos 76 anos durante um passeio no Jardim das Plantas da Lagoa Rodrigo de Freitas, atual Jardim Botânico, no RJ, em 14/05/1830. Visitou as igrejas e comarcas de todo o Recôncavo da Baía de Guanabara e as descreveu minuciosamente.

Falecendo Domingos Machado Homem, sucede-lhe o padre Matheus Machado Homem, que continuou a administrá-la com engenho e grande produção de açucar e aguardente, que escoava pelo porto da Pavuna.

O Engenho de Nazareth e o início do loteamento da Fazenda

Quando do falecimento do padre Matheus, do seu testamento constou que a fazenda tinha 1.280 braças de terra, que fazem testada no rio Pavuna, que as dividia das terras de Oliveira Braga (Engenho de Nazareth), correndo aos fundos com o rio chamado Cachoeira Pequena (Maxambomba) que divide as terras do capitão Manuel Correa Vasques; de uma banda partem as terras com o engenho da Pavuna, do capitão Ignácio Rodrigues da Silva e da outra com as terras do Capitão Manuel Cabral de Mello e do ajudante Ignácio Barcelos Machado.

E no ano de 1779 seu proprietário é o alferes Ambrósio de Souza Coutinho, e a fazenda atinge seu esplendor com a produção de 30 caixas de açucar e 14 pipas de aguardente, tendo uma população de 50 escravos, sendo a mais importante da região. O engenho situava-se na atual Rua Antônio José Bittencourt (anteriormente Rua Coronel Julio de Abreu) esquina da Rua Lúcio Tavares, e que através de um caminho, dava acesso a capela São Matheus, onde residiam os sucessivos proprietários da então Fazenda São Matheus.

E as terras da Fazenda São Matheus, a partir de 1866 tinha como proprietários os capitalistas do Rio de Janeiro, o conde e o Barão de Bonfim, e por fim, Jerônimo José de Mesquita, que negociou com o criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela (Graaaande Mirandela!!!).

O Conde de Bonfim foi um dos mais importantes nobres de seu tempo, por ter alcançado fortuna no comércio e grande benemérito de causas sociais. Seu nome era José Francisco de Mesquita, nasceu em Mariana(MG) em 11/01/1790 e faleceu na mesma cidade em 11/12/1873.

O Barão de Bonfim se chamava José Jerônimo de Mesquita e era neto do primeiro Barão de Bonfim e filho de Jerônimo José de Mesquita, o primeiro Barão de Mesquita.

Mirandela tinha como sócio Lázaro de Almeida, conforme escritura lavrada no dia 22 de setembro de 1900 no valor de 25 contos de réis.

Avenida Mirandela: A principal Via de Nilópolis, juntamente com a Rua Getúlio Vargas.

Da escrita consta que além das terras negociadas haviam dois imóveis, a Capela e a sede da fazenda. João Alves Mirandela e seu irmão Manuel Alves Mirandela, grandes criadores de animais para o Exército, cercaram uma área, junto a cerca da fazenda do Gericinó, até que seu enteado Vitor Ribeiro de Faria Braga (Olha o Vitor Braga aí gente!!!), convenceu-os a desmatar a fazenda para um possível loteamento.

Poucos anos após a compra, a fazenda foi dividida, e no ano de 1914, teve inicio a venda dos lotes.

Para isso João Alves Mirandela, chamou o então engenheiro da Central do Brasil, Theodomiro Gonçalves Ferreira, para executar a planta da futura cidade que iria surgir das matas da fazenda.

Nessa época a I Guerra Mundial chegava ao fim, e deixava como saldo inúmeras dificuldades, inclusive financeiras. Com a facilidade da venda dos lotes, importantes homens de negócios não pensaram duas vezes em adquiri-los, e aqui foram construindo e se fixando. E, já no final de 1913 os jornais anunciavam lotes medindo 12,50m. por 50,00m., em suaves prestações. Um destes anúncios chamou a atenção do Coronel Júlio de Abreu que veio pessoalmente conhecer a cidade que estava surgindo, e logo enamorou-se, comprando vários lotes e trazendo após, vários importantes amigos, objetivando erguer uma cidade promissora, Ele mesmo construiu a primeira casa de pedra e cal, dando o nome de Vila Ema, em homenagem à sua esposa,inaugurando-a festivamente, com as presenças de comerciantes, banqueiros, políticos, homens públicos, ligados ao Rio de Janeiro, no dia 06 de setembro de 1914, marco de fundação da cidade de Nilópolis.

A classe menos favorecida também teve a sorte de adquirir os lotes menores e, portanto, mais baratos. Não demorou muito para que a fazenda se transformasse num povoado ainda denominado de São Matheus e integrado a São João de Meriti, que era na época o 4º distrito de Nova Iguaçu. Construções foram se erguendo rapidamente, e logo, dos sítios, pomares e quintais das casas podiam se avistar as extensas plantações de laranjas, cuja venda foi uma das primeiras fontes de renda dos moradores do local. Há quem diga que as classes menos privilegiadas quitaram as prestações de seus terrenos com o lucro do produto vendido.

Não demorou muito para que os homens mais importantes, proprietários dos lotes mais extensos, pensassem no progresso. E as coisas começaram a mudar. A primeira iniciativa foi fundar uma escola. Num moderno prédio recém construído (o primeiro prédio ) um professor chamado Franklin de Carvalho instalou a primeira escola particular do povoado e deu-lhe o nome de Externato Nilo Peçanha, que foi inaugurada no dia 13 de Junho de 1914, com 19 alunos.

Será que Inácio Serra tava idealizando o que seria a Excentric?

O povo já tinha trabalho e estudo. Faltava divertimento. Pois bem, um dos moradores, chamado Inácio Vicente Serra (Inácio Serra…nunca pensei que ele fosse o cara da festa!!), teve a idéia de realizar a primeira festa em louvor a São Matheus, na capela que levava seu nome.

Soares Neiva e os Trilhos do Progresso

Como os trilhos da estrada de ferro D. Pedro II já passavam pelo local, em novembro de 1914, um engenheiro conhecido como Lucas Soares Neiva, lutou e conseguiu com que os trens fizessem uma parada obrigatória por aqui.

Busto de Paulo de Frontin

E São Matheus ganhou a sua primeira estação que foi denominada de Engenheiro Neiva e na mesma data foram inaugurados o busto de Paulo de Frontin (que foi um benfeitor das terras) e a praça que recebeu seu nome.

Praça Paulo de Frontin

Dali em diante, por muitos anos, era a Praça Paulo de Frontin o palco de tudo que ocorria no vilarejo, agora chamado de Engenheiro Neiva.

Da Vila Ema, passando a Eng. Neiva e enfim, Nilópolis

Em 1916, formou-se uma agremiação chamada “Bloco Progresso de Nilópolis”.

Dai em diante tudo foi caminhando a todo vapor. Os grandes homens do “Bloco”, encabeçados pelo Coronel Júlio de Abreu, com a ajuda dos amigos políticos importantes do Rio de Janeiro e São Paulo, e tendo como presidente de honra Nilo Peçanha, trouxeram o serviço de abastecimento de água potável, igrejas, comércio, imprensa, pontes, ligando o lugarejo as terras de Anchieta.


Vista Aerea da cidade

Em 1921, já quase não se encontrava qualquer vestígio da velha Fazenda São Matheus, e o lugarejo Engenheiro Neiva já tomava formas de cidade. Então, através de um memorial do povo ao, então, Ministro da Viação, Pires do Rio, a partir de 01 de Janeiro de 1921, numa festividade inesquecível é mudado o nome para Nilópolis; uma homenagem do povo ao Presidente Nilo Peçanha, que muitos benefícios trouxe para as terras e que governou o Brasil de 1909 à 1910. Por trás disso existe uma coincidência histórica: criador do Serviço Nacional de Proteção ao Índio, órgão que originou a Funai, Nilo Peçanha beneficiou uma cidade inicialmente habitada por índios Jacutingas.

De 7º Distrito a tão sonhada emancipação

Um mês após o 7º Distrito de Nova Iguaçu receber o novo nome o fundador da cidade João Alves Mirandela, então com mais de 80 anos falece, após ver o seu sonho realizado.

E as coisas continuam surgindo: uma linha de ônibus, ligando Nilópolis à São Matheus (em São João de Meriti), em 31 de Março de 1932 surge o primeiro Colégio Particular, era o então Ginásio Profissional de Nilópolis (atual Colégio Nilopolitano) que é considerado a primeira escola particular da atual Nilópolis, Cemitério de Olinda…

…Estação de Trem de Olinda, Agência dos Correios, dentre outras.

Em 1936 instala-se a primeira agência bancária, o Banco Lavoura. De autoria do escritor e jornalista Ernesto Cardoso(Salve, salve Ernesto Cardoso!), o primeiro livro é editado na nova cidade, contanto a história da vida de Nilópolis desde o seu início até o ano de sua publicação (1938). No início da década de 40, funda-se o Instituto Filgueiras, o Sindicato do Comércio Varejista de Nilópolis, o Esporte Clube Nova Cidade e o Colégio Anacleto de Queiroz.

Calçadão de Nilópolis

Em 21 de Agosto de 1947, Nilópolis finalmente corta as amarras que o prendem a Nova Iguaçu, e pela Lei estadual nº 67, art. 7º do Ato das Disposições Transitórias, promulgada a 20 de junho de 1947, através da emenda proposta pelo Deputado Lucas de Andrade Figueira, ganha finalmente a sua emancipação politico administrativa.

A Chatuba é nossaaaa…aha uhuuu!!!

Porém, cometeu-se nessa emancipação uma flagrante injustiça, pois sendo área de 22 quilômetros quadrados, que era a mesma da Fazenda de São Matheus, ficou reduzida a apenas 9 quilômetros quadrados, perdendo 5,60 quilômetros para Nova Iguaçu.

A área de Gericinó deveu-se ao fato da não retirada da cerca construída por João Alves Mirandela que permitiu aos seus detentores derrubar a cerca interna ficando com a externa para efeito de divisa, enquanto os herdeiros do Espólio buscam na justiça a reintegração da área de 5,60 quilômetros quadrados.

Do lado de São João de Meriti, deveu-se ao fato de limitar-se a cidade pelas torres de sustentação da rede elétrica (onde esta atualmente a Via Light), quando deveria ser pela linha férrea, abrangendo Éden, Tomazinho, São Mateus e adjacências, todos do lado esquerdo, à margem da linha, e não pelas torres. E, finalmente, 1,80 quilômetros quadrados do lado de Nova Iguaçu, quando a divisa seria no Rio Cachoeira e não no Rio Sarapuí, fazendo com que se perdesse a Chatuba, que é, e deve ser de Nilópolis.

Mas, apesar dessas injustiças…Nilópolis não perdeu o seu rebolado…

…Coisa que o Nilopolitano tem de sobra! Dá-lhe Beija!!! E Nilópolis é mais do que apenas a Beija-Flor e a sua rainha da bateria, Raissa de Oliveira.
071217_162323.jpg
Destaque para a imagem gigante de São Jorge que se encontra no interior da agremiação

Temos o lado religioso do nilopolitano…


Igreja da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora da Conceição

Viva Nossa Senhora da Conceição!
Dia 8 de Dezembro, a cidade comemora o dia de sua padroeira…Mas, em Março também tem festa

Saudemos São Sebastião!

O Viaduto de Nilópolis é a principal via de ligação dos Nilopolitanos a cidade de São João de Meriti, Mesquita e Caxias e até com Niterói (via Rio Minho). Já demonstra sinais de saturação, apesar das reformas de teor estrutural. O Povo Nilopolitano espera ansiosamente pelo novo Viaduto que fará a ligação com a vizinha Mesquita.

Nilópolis não é só carnaval: É terra de gente alegre, feliz e que trabalha pelo crescimento e desenvolvimento de sua cidade.

Como Chegar

Vindo do Rio de Janeiro:Pegar a Avenida Brasil até o acesso de Deodoro, no acesso a Av. Marechal Alencastro, passando por Ricardo de Albuquerque e Anchieta.

Vindo de São Paulo: Pegar a Rodovia Presidente Dutra até o trevo de acesso a Via Light até ver o acesso a Rua Antonio José Bittencourt. Siga por essa rua, sentido centro até a Rua Carmela Dutra, passando pela Praça Paulo de Frontin (Dê a volta na Praça) , chegando em seguida na Mena Barreto e dobrando na Rua Morais Cardoso. Dobrando a direita, passe pela Av. dos Expedicionarios e Viaduto de Nilópolis, chegando na Avenida Frei Ludolf (Passando pela Rodoviária) e Centro da Cidade.

Linhas de Onibus

Trans1000

003 Nilópolis x Praça Mauá
131B Nilópolis x Central
651 Nilópolis x Pavuna (VIA LIGHT)
516 Nilópolis x KM 2,5

N.S.Penha

Todas as suas linhas passam por Nilópolis:
540L Nova Iguaçu x Ricardo (Via Mariopolis)
541L Nova Iguaçu x Cascadura
542L Nilópolis x Cascadura
543L Nova Iguaçu x Méier (VIA ENGENHÃO)
544L Nova Iguaçu x Méier (VIA NORTE SHOPPING)
546L Nova Iguaçu x Pça Seca
432L Nova Iguaçu x Bangu
551L Nova Iguaçu x Penha (VIA OLIMPO)

Ponte Coberta

544P Nilópolis x Seropédica
548P Nilópolis x Campo Grande

Expresso Mangaratiba

Caxias x Itaguaí
Caxias x Km 32
Caxias x Cpo. Grande (Essa passa do lado da Praça Paulo de Frontin)

Expresso São Francisco (INTERMUNICIPAIS)

431I Nova Iguaçu x Nilópolis
439I Nilópolis x Mesquita

080320_110517.jpg
Abraço e Obrigado pela sua visita!

Texto: Luiz Antonio Doria
Fotos: Luiz Antonio Doria, André Luiz dos Santos e Rodrigo Silva
Agradecimentos a Irmã Nair por abrir as portas da Capela de São Mateus ao RELATOS DE VIAGEM ETC.

Estamos no ar!!!

Clique aqui e confira quem somos nós!
Abraço e tudo de bom!

Que DEUS e o ronco do SCANIA estejam com vocês!!!